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Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir romance Capítulo 440

— Não seja tão ingênua. Deixar-se usar como marionete, o que isso pode te trazer de bom? — Ana Rocha segurou o queixo de Maia Serra, empurrando seu rosto com força antes de se levantar.

Do lado de fora do aeroporto, Rafael Serra chegou correndo, ofegante e visivelmente aflito, trazendo alguns seguranças consigo.

— Ana... — Rafael Serra chamou, tentando recuperar o fôlego, claramente preocupado por ter vindo às pressas.

Ana Rocha já havia previsto que, com Maia Serra solta e ainda proibida de sair do país, ela não perderia a última chance de fugir antes de sua partida de Cidade M. Por isso, Ana avisara Rafael Serra com antecedência, para que ele vigiasse a irmã.

Ainda assim, Maia Serra conseguiu escapar.

— Rafael Serra, foi por consideração a você que não fiz nada contra sua irmã. Mas pense bem: quem a tirou de casa? Quem a instigou a prejudicar os outros? É melhor você descobrir, porque o alvo não sou só eu, mas também os interesses da família Serra — Ana Rocha falou em tom firme, deixando claro a Rafael que ele deveria resolver aquele problema.

Se essa situação viesse à tona agora, seria um golpe fatal para a família Serra, ainda mais considerando que eles mal haviam se recuperado das polêmicas recentes.

A renúncia de Salvador Serra era só o começo. E Maia Serra, ao se lançar no fogo cruzado, não passava de uma tola.

— Ana, eu vou resolver isso. Desculpe pelo susto. Vá para a Itália primeiro, eu irei logo te encontrar... — Rafael Serra disse em voz baixa, tenso, tentando tranquilizá-la.

Será que ele ainda achava que Ana Rocha era aquela menina dependente, que precisava de sua proteção e consolo? Agora, diante dos problemas, não havia mais nenhum traço de medo nos olhos dela.

Sem prolongar a conversa, Ana Rocha partiu acompanhada de seus seguranças e de Camila Alves.

— Mano... foi a Mariana Domingos, foi ela quem me incentivou, quem me orientou a sair daqui — Maia Serra chorava, olhando para Rafael Serra, temendo que ele a mandasse para uma clínica psiquiátrica.

— Avise à família Domingos: se querem manter algum respeito em Cidade M, que resolvam o problema da Mariana Domingos sozinhos e me tragam uma resposta satisfatória — determinou Rafael.

O assistente assentiu e saiu apressado.

Rafael Serra voltou o olhar para Ana Rocha, já distante, com sentimentos contraditórios.

Aquela menina que ele sentia que precisava proteger, agora tinha asas para voar sozinha.

Antes, ele acreditava que amar era proteger, manter alguém sempre por perto, como se fosse propriedade sua.

Mas Samuel Palmeira lhe ensinou que amar é dar asas e permitir que o outro voe.

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