Grupo Serra
Desde o incidente com Samuel Palmeira, o Grupo Serra estava mergulhado em disputas internas. Josué Serra fazia de tudo para disputar as ações do grupo com Rafael Serra, usando todos os artifícios possíveis nessa luta pelo poder.
Rafael Serra, por sua vez, bloqueou os fundos do projeto de Samuel Palmeira em sua conta pessoal, alegando problemas no projeto para encerrar unilateralmente a parceria.
Aquela quantia permanecia bloqueada na conta de Rafael Serra — só poderia ser movimentada se Samuel Palmeira aparecesse pessoalmente ou se Rafael Serra ajudasse Ana Rocha a requisitá-la. Do contrário, o dinheiro continuaria intocado.
— Rafael Serra! Você está querendo se apropriar desse dinheiro? Pode até pegar, mas não vai conseguir gastar. É melhor transferir tudo para aquela conta no exterior, conforme combinamos! — Salvador Serra entrou furioso no escritório de Rafael Serra, a voz carregada de raiva.
Ele achava que Rafael Serra tinha perdido a cabeça, ousando agir por conta própria.
— O projeto está com problemas. Agora não podemos transferir o dinheiro assim, de qualquer jeito. Samuel Palmeira já morreu, mas tenho responsabilidade com meus parceiros — respondeu Rafael Serra, com um tom calmo e indiferente.
Salvador Serra cerrou os dentes antes de falar:
— Samuel Palmeira já morreu! Que diferença faz se o projeto tem problema ou não? Transfira o dinheiro, e o assunto acaba aqui. Está ouvindo?
Era evidente que Salvador Serra estava se esforçando para conter a ira. Ele sabia que não podia se apropriar do dinheiro sozinho; se Rafael Serra ficasse com aquilo, toda a família Serra poderia ser envolvida.
Mas Rafael Serra queria forçá-lo ao limite.
— Pai, esse dinheiro vai ficar na minha conta. Quando a situação acalmar, poderemos usar para um novo projeto. Qual o problema nisso? Aquela Ana Rocha é só uma menina ingênua, não vai competir com a gente — Rafael Serra provocou de propósito, observando a reação do pai.
A resposta foi imediata.
A expressão de Salvador Serra se tornou sombria. Apontou para o filho:
— Se você insiste em ficar com esse dinheiro, então entregue suas ações e o controle do grupo, e saia da família Serra. Se quiser se arriscar, que faça sozinho, mas não arraste todos conosco. Até Samuel Palmeira foi morto, pense bem no que está fazendo.
Dito isso, Salvador Serra saiu.
Rafael Serra, por sua vez, pretendia continuar protelando, esperando para ver se a pessoa por trás de tudo isso apareceria por causa do dinheiro.
— Presidente Rafael, a licença de desenvolvimento do projeto do Bairro O foi tomada pela EterNeuro... No momento, três empresas competem em Cidade M, e como o senhor não estava focado no projeto, a Vértice Engenharia também se descuidou. Não esperávamos que a EterNeuro aproveitasse a oportunidade. Nos últimos anos, a EterNeuro está crescendo de uma maneira impressionante — o assistente entrou apressado, olhando para Rafael Serra, claramente preocupado.
Rafael Serra permaneceu em silêncio. Talvez ninguém tivesse notado, mas desde que a notícia da “morte” de Samuel Palmeira se espalhara, a EterNeuro havia começado a crescer em ritmo acelerado.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir
Será que esse Livro irá continuar?...