Quando EterNeuro finalmente alcançasse o topo, pisando nos ombros de todos, essas pessoas perceberiam o quão ridículas e ignorantes haviam sido...
Achavam mesmo que Samuel Palmeira era apenas o neto do patriarca da família Palmeira? Que só havia mantido seu domínio por tantos anos no distrito comercial de Cidade R por conta desse sobrenome?
Tanto aqueles que atuavam nas sombras quanto Salvador Serra, além dos que hoje tentavam apagar Samuel Palmeira para satisfazer seus próprios interesses, todos eles eram, no fim, patéticos.
...
No hotel.
João estava sentado no sofá do quarto, olhando distraidamente pela janela, e soltou um suspiro longo.
O patriarca da família Palmeira havia morrido, Samuel Palmeira também. Agora, a família Palmeira estava completamente arruinada.
Cuidara daquela família por tantos anos, presenciando sua ascensão e queda, vendo cada um dos seus partir, um após o outro...
Suspirando novamente, o mordomo se levantou para sair, quando bateram à porta.
— Pai, sou eu. — Luana Viana entrou no quarto e fitou o pai, com os olhos ainda inchados de tanto chorar. — Fale a verdade pra mim, foi mesmo o jovem Samuel Palmeira quem morreu?
O mordomo olhou para Luana Viana, sem entender.
— Mas que pergunta é essa, menina? Eu mesmo vesti o terno do jovem... Se não fosse ele, eu saberia, não acha?
Luana Viana apressou-se em explicar:
— Pai, não foi isso que quis dizer. Depois de tudo o que aconteceu com a família Palmeira, eu só temo que aqueles malfeitores tenham trocado o corpo do Samuel pra enganar todo mundo. E se o verdadeiro Samuel ainda estiver vivo...
— Todo dinheiro que você tem foi o velho quem te deu. Gastar parte dele com Samuel não seria nenhum problema. Você fez muito bem. Estou velho, preciso voltar para Cidade R e cuidar da casa antiga. Cuide do último sangue da família Palmeira.
— Pode deixar, pai. — Luana assentiu e, ansiosa, saiu rapidamente do quarto, ligando em seguida para Diana Batista.
— Meu pai confirmou de novo, o corpo é mesmo do Samuel Palmeira. Não há dúvidas, ele reconheceu a marca de nascença quando trocou as roupas dele — disse Luana, sorrindo, sugerindo à Diana e aos que estavam por trás que agora poderiam comemorar sem receios.
Quanto à Ana Rocha, que estava pagando por todas as inimizades que Samuel Palmeira havia acumulado, o destino finalmente cobrava seu preço.
— Fiquei sabendo que Maia Serra desenvolveu uma doença mental séria na prisão, e a família Serra já pediu liberação para tratamento fora... — Luana riu.
A única pessoa no mundo que mais odiava Ana Rocha, e que tinha um laudo psiquiátrico, era Maia Serra.
Agora, Maia Serra era como uma lâmina afiada... destinada especialmente a Ana Rocha.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir
Será que esse Livro irá continuar?...