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Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir romance Capítulo 403

Luana Viana semicerrara os olhos, observando as costas de Ana Rocha.

— Hmpf... Uma órfã dessas, achando mesmo que é dona da família Palmeira? No final das contas, ainda não se sabe com quem a família Palmeira vai ficar!

No fundo, Luana já se sentia confiante de que seu plano daria certo. Bastava fazer com que Thiago Palmeira se envolvesse em algum escândalo e ficasse nas mãos dela; assim, poderia manipular Thiago como uma marionete e, por trás dele, controlar toda a família Palmeira.

Com um resmungo frio, Luana Viana saiu da escola.

— Luana, para onde você vai? Não vai assistir aula? — perguntou uma colega ao lado.

— Preciso resolver uma coisa — respondeu Luana Viana, decidida a procurar Samuel Palmeira pessoalmente.

Ela era mesmo cruel e astuta, mas seu defeito era a arrogância: tinha certeza de que seu plano era infalível, achava que Samuel Palmeira já estava derrotado e, por isso, acreditava que podia se dirigir a ele com arrogância.

Além disso, Diana Batista já tinha dito, o chefe por trás tinha dito: assim que o dinheiro de Samuel Palmeira fosse arrancado pelo Grupo Serra, Samuel seria eliminado imediatamente — não viveria muito tempo.

Se Samuel Palmeira desconfiasse e não caísse no golpe, haveria o plano B: ele seria eliminado do mesmo jeito.

Ou seja, de qualquer forma, Samuel Palmeira estava condenado.

Luana Viana deu uma risada fria, decidida, e foi até o Grupo Serra atrás de Samuel Palmeira.

...

Grupo Serra.

Rafael Serra recebeu Samuel Palmeira pessoalmente. Por ordem de Salvador Serra, todos no Grupo Serra tratavam Samuel com a máxima deferência.

Afinal, enquanto o dinheiro não fosse extraído, todos precisavam manter a encenação.

— Assim que Samuel Palmeira chegar, comporte-se direito — Salvador Serra franziu a testa, olhando para Josué Serra, que, ressentido, ainda guardava rancor de Samuel pelas desavenças anteriores.

— Aconselho que o senhor peça para ele se afastar do grupo por um tempo. Melhor não provocar Samuel Palmeira — disse Rafael Serra em tom grave.

No fim das contas, todos ali eram bons de encenação.

— Quem manda no Grupo Serra agora? Se Rafael Serra não for o responsável, não temos nada para discutir — Samuel Palmeira declarou, altivo.

O canto da boca de Salvador Serra se contraiu.

— Claro, Rafael é meu sucessor, estamos apenas finalizando a transição, o que tem gerado alguns transtornos.

Samuel Palmeira assentiu.

— Perfeito. Não tenho pressa. Assim que Rafael Serra assumir de vez, conversamos.

Dito isso, Samuel Palmeira se retirou.

Rafael Serra esboçou um leve sorriso. Samuel Palmeira continuava com aquele jeito provocador de sempre, e, surpreendentemente, isso ainda poderia ser útil.

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