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Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir romance Capítulo 404

Salvador Serra estava com o rosto fechado e empurrou Rafael Serra com força.

— Ainda está aí parado? Vá atrás agora mesmo, faça o que for preciso para impedir que ele vá embora!

Rafael Serra assentiu e entrou no elevador sem hesitar.

Enquanto isso, Salvador Serra, tomado pela ansiedade, entrou apressado em seu escritório e ligou para o homem que estava por trás de tudo.

— Senhor, me dê só mais um pouco de tempo...

— Eu ainda não mexi um dedo contra Samuel Palmeira. Acha mesmo que estou brincando com você? — do outro lado, a voz masculina era grave e carregada de autoridade, deixando clara a pressão que exercia.

— A culpa é minha por não ter agilizado as coisas — justificou-se Salvador Serra, enxugando o suor da testa. — Só preciso de mais um tempo. Prometo que vou encontrar um jeito de tirar todo o dinheiro de Samuel Palmeira de forma discreta.

— Para garantir que aquela herança milionária da família Palmeira acabe nas nossas mãos, você precisa terminar isso o quanto antes.

O recado era claro: Salvador Serra devia arrancar o dinheiro o mais rápido possível e, quando Samuel Palmeira não tivesse mais utilidade, seria descartado.

Mas Salvador Serra hesitava em entregar todas as ações a Rafael Serra, adiando assim o desfecho do plano.

Era evidente o medo que Salvador Serra sentia do homem por trás das cortinas.

Esse sujeito, sem dúvida, era alguém capaz de assustar e impor obediência a homens do calibre de Salvador Serra.

...

No térreo do Grupo Serra.

Rafael Serra acompanhou Samuel Palmeira até a saída.

— Salvador Serra não vai aguentar a pressão por muito tempo. Logo vai ceder as ações pra mim. O motivo pelo qual aquele homem ainda não fez nada contra você é simples: querem garantir que consigam tirar todo seu dinheiro primeiro. Só depois disso é que vão se livrar de você. Assim, Ana e as crianças talvez fiquem a salvo.

— Samuel! — Luana Viana correu até ele com um sorriso afetuoso. — Samuel, podemos conversar um pouco?

Samuel Palmeira olhou para ela com um leve sorriso.

— O que há de tão urgente?

Rafael Serra fez um aceno discreto e se afastou.

— Samuel — Luana Viana falou com voz suave, quase manhosa. — Agora que você ficou com toda a herança da família Palmeira, Thiago só herdou as ações da empresa. Ele nem trabalha no Grupo Palmeira, então não recebe salário. Sem os dividendos, está num aperto danado, tendo que morar em hotel. Você não poderia, por consideração ao seu irmão, devolver ao menos aquela casinha pra ele?

A expressão dela mudava completamente quando se dirigia a Ana Rocha.

— Morando na cobertura VIP do Grupo Palmeira, num quarto de mais de cem mil reais a diária, ele está mesmo tão mal assim? — Samuel Palmeira sorriu, balançando a cabeça. — Luana, sei que você foi treinada pelo meu avô para ajudá-lo, mas não pode mimá-lo tanto assim.

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