Após deixar Ana Rocha na escola, Samuel Palmeira seguiu direto para a sede do Grupo Serra.
A colaboração com Rafael Serra ainda precisava ser mantida — pelo menos por mais um tempo, o teatro não podia acabar agora.
Assim que Ana Rocha entrou pelo portão do colégio, foi abordada por Luana Viana, acompanhada de algumas colegas.
— Ana Rocha, preciso te falar uma coisa — disse Luana Viana, com ares de superioridade, sem dar espaço para diálogo, como se estivesse fazendo uma ordem e não um pedido.
Ninguém entendia de onde Luana Viana tirava tanta postura de “dona da situação”, já que era apenas uma estudante bolsista, patrocinada pelo patriarca da família Palmeira.
Antes, Ana Rocha costumava tolerar Luana Viana na esperança de arrancar alguma pista sobre quem realmente estava por trás dela. Mas, se Samuel Palmeira já havia dito que Luana Viana era apenas uma peça pequena, sem acesso ao verdadeiro chefe, por que continuar alimentando sua arrogância?
Ana Rocha manteve-se calada, olhando para Luana Viana com indiferença.
— Thiago não pode continuar morando em hotel. Mesmo que você não possa liberar a casa em que vive com Samuel, pelo menos deveria ceder aquela outra casinha para o Thiago, não acha? Samuel é irmão dele. Pelo menos por consideração ao sangue, devia ser mais generoso. Seria bonito para todos verem Samuel agindo assim.
Luana Viana não queria que Thiago Palmeira permanecesse hospedado no Hotel Sol do Horizonte, um dos hotéis de luxo do Grupo Palmeira, com segurança reforçada e câmeras por todos os lados. Qualquer coisa que ela quisesse armar ali, ficaria impossível.
Além disso, Thiago Palmeira era conhecido por ser um sujeito difícil, quase um eremita. Hospedado naquele hotel, nem podia receber visitas femininas, o que deixava Luana ansiosa. Ela queria garantir um lar para Thiago, onde pudesse facilitar a visita da garota que o “assistiu” na noite anterior.
— O patrimônio do meu marido não é da sua conta, não acha? Se ele quiser dar algo ao irmão, é por gentileza, mas não é obrigação. E se não quiser dar, você vai fazer o quê? — Ana Rocha encarou Luana Viana, desafiadora.
Luana ficou sem reação por um instante, surpresa pela postura firme de Ana Rocha. Logo tentou partir para a agressão.
— Sabe, investiguei a vida da Luana Viana. Lá fora, ela era conhecida como uma arruaceira. Só conseguiu entrar na nossa faculdade de negócios por causa do patrocínio do senhor Palmeira e logo se enturmou com os filhos dos ricos da Cidade MCidade R, praticando bullying com outros estudantes.
Camila estava chocada com o que descobrira.
— Daqui pra frente, vamos entrar e sair da escola juntas. Não quero você sozinha, essa Luana só parece frágil, mas já ouvi histórias dela nos Estados Unidos. Dizem que foi a principal responsável pelo bullying que levou à morte a filha de um empresário emergente. No fim, não havia provas suficientes, ninguém foi punido. E ela tem controle sobre o grupo, faz todos obedecerem, não é tão tola quanto parece.
Ana Rocha franziu a testa, enojada. Gente assim era desprezível.
Só sabiam ser cruéis com quem consideravam fácil de atacar. Assim como agora, querendo a casa: Luana Viana só tinha coragem de pressionar Ana Rocha, jamais Samuel.
— Nena, essa Ana Rocha é bem ousada, né? — comentou uma das garotas ao lado de Luana Viana, querendo incitar ainda mais a situação.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Quando a Lealdade Não Basta, É Hora de Partir
Será que esse Livro irá continuar?...