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Poxa, Cara, Para de me investigar! romance Capítulo 363

— Podem sair.

Fabiano Matos disse friamente, e os subordinados, como se tivessem sido aliviados, fugiram apressadamente da cena.

Meio ano sem vê-lo, e o Senhor Matos estava ainda mais assustador.

A porta do escritório da presidência se fechou. Fabiano Matos massageou a testa, abriu a gaveta e pegou o celular.

Era a vigésima vez que ele olhava o celular hoje.

Como Lúcio esperava, continuava silencioso como sempre: nenhuma ligação, nenhuma mensagem, nenhum Whatsapp.

O Senhor Matos foi... completamente abandonado pela Senhorita Ribas.

O homem franziu levemente a testa, uma fina névoa de melancolia cobrindo seu rosto austero. Ele se levantou e caminhou até a janela do chão ao teto, procurando o número de Rafaela Ribas.

O telefone tocou algumas vezes, mas o que ouviu não foi a voz que ele ansiava, e sim uma mensagem automática e formal.

[A chamada não pode ser completada no momento...]

A essa hora, ela deveria ter acabado de sair da escola e estar almoçando.

O homem estreitou os olhos, seus lábios finos se comprimiram em uma linha reta. Ele desligou a chamada e discou o número de Eduardo Matos.

Após apenas dois toques, a voz de Eduardo Matos soou rapidamente do outro lado.

— Irmão.

— O que a Rafaela está fazendo? Por que não consigo falar com ela?

Ele foi direto ao ponto, perguntando sem rodeios.

— A Rafaela, ah...

Eduardo Matos segurava o celular com a palma da mão suada, cada palavra parecia uma faca em sua garganta.

— A Rafaela... está tirando uma soneca.

— Irmão, quer que eu a acorde?

Eduardo Matos perguntou proativamente.

Ele apostava que seu irmão não teria coragem de acordar a cunhadinha.

Soneca?

Fabiano Matos olhou para o relógio de pulso, e uma voz calma e gentil escapou de seus lábios, com um toque de desapontamento.

— Deixe-a dormir.

Aquela garota realmente não sentia a menor falta dele.

— A propósito, irmão, me dê um pouco de dinheiro. — Eduardo Matos aproveitou a oportunidade, mas ao terminar de falar, sentiu a pressão do outro lado da linha cair drasticamente e mudou rapidamente de assunto: — É para comprar comida para a Rafaela.

— Ok.

Fabiano Matos concordou distraidamente, abriu o Whatsapp de Rafaela Ribas e digitou um valor: um milhão.

Dê uma folga para o Severino!

Assim que terminou de falar, Fabiano Matos desviou o olhar, com uma mão no bolso, e sua voz soou rouca:

— Vamos descer e dar uma olhada.

Precisava encontrar algo para fazer, para não ficar com a cabeça cheia daquela garota ingrata.

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Nesse momento.

Os três já haviam saído do carro, jogando as chaves para o manobrista.

— Chefe, o pessoal do Cassino do Submundo não vai te reconhecer, vai?

Adler e Hugo caminhavam lado a lado atrás dela, perguntando em voz baixa.

Afinal, anos atrás, a chefe deles quase incendiou este lugar.

— E se reconhecerem?

A garota curvou os lábios levemente. Ao entrar no saguão, não percebeu um garçom com uma bandeja e esbarrou levemente em seu ombro.

*BAM—*

Bebidas e copos caíram no chão, e o som alto instantaneamente atraiu a atenção de todos ao redor.

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