Dentro do carro esporte.
Rafaela Ribas estava sentada no banco do passageiro e, enquanto se abaixava para procurar o cinto de segurança, o corpo alto do homem de repente se inclinou sobre ela.
— Deixa que eu coloco.
A respiração da garota ficou presa, e ela se recostou relaxadamente no assento, olhando para ele com o queixo erguido.
*Clic* O cinto de segurança foi afivelado, mas o homem não se afastou. Em vez disso, ele permaneceu na mesma posição, olhando para o rosto dela com seus olhos escuros.
— Sua mão direita não estava mal recuperada?
— Hã? — Rafaela Ribas murmurou, olhando para o rosto sorridente do homem, com um traço de malícia nos lábios. — Sim, mas foi bom usá-la, escrevendo devagar, para passar o tempo.
E também para exercitar os músculos, o que ajuda na recuperação.
Caso contrário, terminar a prova cedo seria muito entediante.
Quanta confiança era preciso ter para escrever com a mão machucada.
Fabiano Matos curvou os lábios, arrumando o cabelo da testa da garota com a ponta dos dedos, sua voz profunda.
— Sendo assim, os deveres de casa futuros...
— Consegui escrever algumas folhas de prova, mas agora não consigo mais.
A garota continuava preguiçosa, falando com uma convicção impressionante.
— Você faz para mim. — Rafaela Ribas pegou a gravata da camisa do homem, enrolando-a nos dedos, seus olhos se curvando em um lindo arco. — Pode ser?
A respiração de Fabiano Matos se tornando pesada.
— O que eu ganho fazendo seu dever de casa?
Rafaela Ribas olhou para ele, puxando levemente a gravata e trazendo o rosto do homem para perto do seu.
Ela lhe deu um beijo rápido no canto da boca, com uma expressão bastante arrogante.
— A recompensa pelos deveres dos próximos dois meses, obrigada, meu bem.
O pequeno rosto pálido da garota, sob a luz difusa, parecia excepcionalmente belo e hipnotizante.
— Não é o suficiente!
Dito isso, o homem abaixou a cabeça, seus lábios finos cobrindo suavemente os lábios cristalinos da garota.
No início, com medo de assustá-la, ele apenas segurou a nuca dela, lambendo suavemente, sem muitos movimentos.
O rosto de Rafaela Ribas ficou ainda mais vermelho, e ela o socou no peito com o punho, olhando para ele com raiva.
— Não abuse da sorte.
— Como isso é abusar da sorte? — Fabiano Matos riu baixo, apertando a mão dela e dizendo suavemente: — Raffi, você me beijou tantas vezes, tem que me deixar beijar pelo menos uma vez, certo?
Rafaela Ribas: ......
No final, quem estava se aproveitando de quem?
E ainda se fazia de inocente depois de levar a melhor.
Vendo a garota olhando para ele em silêncio, Fabiano Matos sorriu satisfeito e acariciou seu cabelo.
— Certo, vamos para casa, vou fazer seu dever de casa.
Ao mencionar o dever de casa, Rafaela Ribas ficou irritada.
Enquanto mexia no celular, ela moveu os lábios avermelhados e disse com indiferença:— O dever de casa de Eduardo Matos não está um pouco leve demais?
Dito isso, ela já havia enviado várias folhas de exercícios para o Whatsapp de Fabiano Matos.

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