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Poxa, Cara, Para de me investigar! romance Capítulo 309

De volta à turma C.

Rafaela Ribas tirou o blazer molhado do uniforme e o enfiou na gaveta.

Ao ouvir o som, Eduardo Matos ergueu os olhos instintivamente.

Ele viu a garota vestindo uma camiseta branca, seu braço pálido casualmente apoiado na mesa, o rosto ligeiramente inclinado, com um toque de indiferença nos olhos.

Pensando que ela estava preocupada com o exame, Eduardo Matos a consolou com consideração:

— Rafaela, sua mão ainda não se recuperou completamente. Não tem problema não fazer esta prova. Eu já me informei, haverá uma chance de recuperação.

Rafaela Ribas lançou-lhe um olhar de desprezo e disse com indiferença:

— Quem disse que eu não vou fazer?

Sua mão estava machucada, não quebrada.

Após dizer isso, ela se virou com desdém.

— —

Em um piscar de olhos, chegou a hora do exame de adaptação.

Rafaela Ribas, como de costume, pegou uma caneta, seu cartão de inscrição e caminhou para a sala de exame com uma expressão neutra.

Eduardo Matos, Sidney Rocha e Evelise Faria a seguiam como três deuses protetores, passo a passo.

No caminho, as pessoas que as viam desviavam-se instintivamente.

Seus olhares examinavam secretamente o rosto de Rafaela Ribas, pousando finalmente em sua mão direita.

Embora não estivesse enfaixada, não parecia totalmente recuperada.

— Ouvi dizer que a mão dela está machucada, ela mal consegue segurar a caneta, por que ainda veio fazer o exame?

— É verdade. — Uma garota respondeu. — Da última vez, ela ficou em primeiro em física, e a turma dela ficou tão orgulhosa.

— Desta vez, é uma prova nacional, com tantas pessoas. Não sabemos como ela se sairá nas outras matérias, tenho medo que ela fique em último lugar.

— Com certeza ela não se sairá bem nas outras matérias. — A garota cruzou os braços, falando com conhecimento de causa. — Se ela fosse excelente em todas as matérias, a Escola da Vila Esperança a teria deixado sair?

Parecia que era verdade.

— Não é a primeira vez que ela fica em último lugar na Escola Saint. O que me preocupa é que ela fique em último lugar no ranking nacional.

Os alunos da Escola Saint sempre ficavam bem classificados.

Se Rafaela Ribas realmente ficasse em último, a reputação da Escola Saint estaria em jogo.

— —

Entrando na sala de exame, ela encontrou seu lugar.

Rafaela Ribas tirou a caneta e o cartão de inscrição do bolso do uniforme e sentou-se com uma expressão impassível.

Então, começou a mexer no celular.

Dois minutos antes, Fabiano Matos havia lhe enviado uma mensagem.

[Não se pressione demais.]

Rafaela Ribas curvou os lábios levemente, desligou o celular e o colocou na mesa do professor.

Sara Ribas, sentada no canto recitando poemas antigos, viu sua atitude despreocupada e um sorriso sarcástico surgiu em seus lábios.

Se ela fosse Rafaela Ribas, preferiria não fazer a prova a passar pela vergonha de ficar em último lugar.

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Alguns minutos depois.

O fiscal entrou na sala com as provas, verificou o lacre na frente de todos e começou a distribuí-las.

Ao chegar perto de Rafaela Ribas, o fiscal hesitou por um momento, preocupado:

Com uma desculpa como essa, ninguém a criticaria por ir mal, hmph.

Evelise Faria franziu os lábios, aproximou-se de Rafaela Ribas e a consolou em voz baixa:

— Rafaela, não se preocupe. Se não fosse pela lesão, você com certeza teria se saído bem.

Ao ouvir isso, Rafaela Ribas apenas sorriu levemente e deu um tapinha em seu ombro.

— E se eu te disser que, mesmo machucada, eu ainda posso me sair bem?

Dito isso, ela caminhou em direção ao portão da escola, com passos um tanto apressados.

Mesmo machucada, se sair bem?

Evelise Faria olhou confusa para Eduardo Matos, que encarava o carro esporte não muito longe, e perguntou em voz baixa:

— Por que, toda vez que o Senhor Matos vem buscar a Rafaela, ele não te leva junto?

Eduardo Matos sentiu uma facada no coração e revirou os olhos para o céu: a namorada é de verdade, o irmão é adotado, oras.

— Que pena de você!

Mas Eduardo Matos sorriu, um sorriso malicioso.

— Quem vai sofrer esta noite não sou eu, é a Rafaela.

Hã?

Evelise Faria não entendeu.

Eduardo Matos se inclinou e sussurrou:

— Acabei de dedurar para o meu irmão que a mão da Rafaela consegue escrever.

Ela podia escrever, mas deliberadamente não fazia o dever de casa.

Esta noite, Rafaela seria disciplinada por seu irmão!

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