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Poxa, Cara, Para de me investigar! romance Capítulo 300

Ao ouvir isso, André Carneiro sorriu com um ar malandro.

— Vovô, não precisa.

A neta estava quase se tornando propriedade de outra família, e eles ainda insistiam em dar presentes. Quando descobrissem a verdade, provavelmente teriam um ataque cardíaco.

— Leve o que eu mandei, pare de reclamar. — Débora Galindo deu um tapa na mão do filho, irritada. — É para o bem da sua irmã.

— Certo.

André Carneiro recostou-se na cadeira, um sorriso brincando em seus lábios.

Todos estavam empurrando a princesinha para fora, facilitando a vida daquela raposa velha. Quando descobrissem a verdade, que não viessem chorar.

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Depois do almoço.

Rafaela Ribas foi arrastada por Débora Galindo para a sala de estar, onde conversaram a tarde inteira. Ela queria mimá-la até não poder mais.

Os dois filhos foram deixados de lado, observando a cena.

Somente quando viram que ela estava exausta, a deixaram ir para o quarto.

Assim que ela se sentou, prestes a pegar o celular para ver as mensagens, ouviu uma batida na porta.

Em seguida, Samuel Carneiro entrou com um copo de suco de frutas frescas, um sorriso encantador nos olhos:

— Podemos conversar um pouco comigo?

— Sente-se.

Rafaela Ribas se aninhou no sofá, apoiando o queixo com uma mão, em uma postura casual e preguiçosa, mas com uma aura indescritível em seu olhar.

Samuel Carneiro sentiu-se intimidado por aquele olhar, e seu coração apertou.

De repente, a imagem dela segurando um bisturi, mais calma do que ele enquanto realizava a autópsia, veio à sua mente.

Ele não conseguia entender como uma garota de pouco mais de dez anos podia ter tanta resiliência e presença.

— Quero saber como você se tornou a Noite.

Samuel Carneiro sentou-se ao lado dela, perguntando com cautela.

Uma estudante com menos de vinte anos sendo uma especialista em medicina forense de renome mundial, se ele não tivesse visto com seus próprios olhos, jamais acreditaria.

Depois de explicar os motivos para ela ter cuidado, Samuel Carneiro observou o rosto da irmã, com palavras de consolo já na ponta da língua, esperando que ela chorasse.

Mas, para sua surpresa...

A garota não só não se assustou, como sua reação foi extremamente calma, como se o assunto não lhe dissesse respeito, comentando:

— Uma perseguição internacional, que emocionante.

— Rafaela, você não está com medo? — Samuel Carneiro hesitou, perguntando em voz baixa.

Qualquer outra garota já estaria apavorada, gritando "estou com medo", certo?

— Hã?

Rafaela Ribas respondeu distraidamente. Ao ver a expressão confusa do homem, ela franziu a testa de propósito e respondeu com seriedade:

— Eles querem me matar, é? Isso é um pouco assustador.

Pelo menos, ela precisaria esperar que sua mão se recuperasse para não ter medo.

Caso contrário, normalmente ela poderia lutar contra dez, mas agora, talvez apenas contra cinco.

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