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Poxa, Cara, Para de me investigar! romance Capítulo 264

Eduardo Matos se sentia inseguro, mas ao pensar que existia alguém no mundo que seu irmão mais velho não conseguia dominar, ele se sentiu um pouco melhor.

E, silenciosamente, deu um joinha para Rafaela Ribas.

Cunhada, você é incrível!

Evelise Faria também se aproximou, abraçando o braço de Rafaela Ribas e sussurrando:

— Rafaela, parece que o grupo da família do Marcelo Pereira faliu.

— É mesmo?

Rafaela Ribas não deu muita importância.

— Sim. — Evelise Faria assentiu, franzindo a testa. — E a casa que o Senhor Matos alugou é muito cara. Minha avó e eu nos sentimos mal por isso, estamos pensando em voltar.

— Fiquem lá. — Rafaela Ribas deu um tapinha na cabeça dela, falando com ar de sabedoria. — De qualquer forma, ele tem tanto dinheiro que não sabe onde gastar.

Evelise Faria arregalou os olhos. Existia alguém que explorava o namorado dessa maneira?

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Com a mão machucada, Rafaela Ribas não foi enfrentar a multidão do refeitório.

Depois da aula, ficou sentada na sala, olhando o celular entediada, esperando por Eduardo Matos, que fora mandado por Fabiano Matos para buscar seu almoço.

Treinar o cunhado mais novo começa com fazê-lo de mensageiro para a cunhada mais velha.

[Família de Encontros Arranjados]

Hugo: Chefe, o pessoal da Associação Internacional de Medicina Legal ligou para a Organização N de novo. Parece que querem que você saia da aposentadoria para ajudar a resolver um caso complicado.

Nine: ......

Rafaela Ribas franziu a testa, sua expressão indiferente.

Aquela gente da associação de medicina legal era um bando de inúteis.

Da última vez, por um caso minúsculo, quase explodiram o telefone da organização e o dela.

Ela pegou um voo noturno para lá, apenas para descobrir que era uma cirurgia de dez minutos.

Hugo: ......

Na verdade, não se podia culpar o pessoal da associação.

Afinal, na frente da chefe, eles realmente pareciam um bando de inúteis.

Dizem que, da última vez, aquela autópsia de dez minutos, o pessoal da associação ficou uma semana estudando sem chegar a lugar nenhum.

No final, ainda tiveram a audácia de pedir para a chefe realizar o procedimento novamente, para que pudessem gravar e aprender aos poucos.

A chefe ficou tão irritada que bloqueou diretamente a associação de medicina legal.

Depois de um ano, eles estavam de volta.

Hugo: Então, chefe, tem certeza de que não vai aceitar?

A pergunta foi feita com muito cuidado.

Nine: Não vou.

Com a resposta definitiva, Hugo suspirou aliviado.

Finalmente, não precisaria mais ouvir aqueles velhos choramingando em seu ouvido.

Quando estava prestes a encerrar a conversa, Hugo pareceu se lembrar de algo e acrescentou apressadamente:

Hugo: Chefe, o Doutor Toledo me pediu para lembrá-la. Seus sintomas de sonambulismo noturno são diferentes do normal. Se não forem suprimidos com medicação, os sintomas aparecerão com certeza.

Com certeza?

O Doutor Toledo era o diretor do instituto de pesquisa médica, extremamente rigoroso em suas palavras e ações.

O rosto de Rafaela Ribas esquentou um pouco. Ela desligou o telefone, franzindo a testa com força.

Se ela tinha episódios de sonambulismo, por que não se lembrava de nada, e por que nada de ruim aconteceu...

Mas por que ela não fez nenhuma maldade?

Nem ela mesma acreditava que pudesse ser tão comportada!

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Nesse momento, do outro lado do oceano.

Em uma sala de autópsia fria e silenciosa.

Um homem alto, vestindo um longo jaleco branco, usava uma máscara cirúrgica e segurava um bisturi afiado, de pé em frente a um corpo recém-descongelado, cortando-o sem expressão.

O homem estava de cabeça baixa, revelando apenas um par de olhos muito bonitos, mas frios e distantes.

A mão que segurava o bisturi tinha nós dos dedos bem definidos, pálida e esguia.

— Ela não quis vir? — O homem removeu o rim do falecido, colocou-o em uma bandeja, sua voz com um toque de descontentamento. — A Noite é realmente tão arrogante assim?

Toda a comunidade de medicina legal não conseguiu tirá-la da aposentadoria.

— Sim. — O assistente respondeu em voz baixa. — Doutor Carneiro, o pessoal da medicina legal ainda está tentando. Por favor, espere mais um pouco...

— Sem tempo, não posso esperar!

Samuel Carneiro largou o bisturi, sua voz fria.

— Amanhã voo para a Capital para ver minha irmã.

A noite não é importante...

Para esperá-la, ele já atrasou várias vezes o voo de volta para casa para ver a irmã.

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