Fabiano Matos se inclinou, seus dedos tocaram o rosto da garota, um toque cuidadoso, e ele respirou fundo.
— Que peninha.
A garota se acalmou, e só então ele se levantou para sair.
O que ele não sabia, no instante em que a porta se fechou, a garota que antes dormia profundamente na cama grande, abriu um leve sorriso nos lábios.
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Noite adentro.
Fabiano Matos mal havia saído de um banho frio e se deitado.
Em poucos segundos, a porta do quarto se abriu, e Rafaela Ribas, vestindo pijama, caminhou até ele com muita destreza. Deitou-se nos lençóis com olhar vazio, pegou seu braço com a mesma habilidade e respirava profundamente.
Eles ficaram bem próximos, sentindo a temperatura e a respiração um do outro.
O corpo de Fabiano Matos ficou rígido de repente, e seu coração, que havia conseguido se acalmar, começou a bater descontroladamente.
Ela realmente sabe atormentar!
A garganta de Fabiano Matos se contraiu intensamente, e ele respirou fundo, tentando suprimir o estranho impulso do corpo.
Acariciando a cabeça dela, ele sussurrou com resignação:
— Durma.
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No dia seguinte.
Fabiano Matos dirigiu pessoalmente para levar Rafaela Ribas até o portão da Escola Saint.
A garota havia machucado a mão direita, mas aos olhos do homem, era como se estivesse completamente paralisada; ele até a alimentou no café da manhã.
— Eu venho te buscar à noite. — Fabiano Matos colocou leite e um monte de lanches saudáveis na mochila dela, olhando-a com intensidade. — Não saia por aí de novo.
— Certo.
Rafaela Ribas assentiu e estava prestes a sair do carro quando o homem agarrou seu pulso esquerdo.
— Hum?
Rafaela Ribas parou e olhou para ele, confusa.
— Não é nada. — Fabiano Matos fixou o olhar nos lábios dela, sentindo a boca seca. — Cuidado para não bater a mão.
Rafaela Ribas sorriu.
Não pense que ela não sabia o que ele estava pensando.
Após alguns segundos de silêncio, a garota de repente levantou a mão e cutucou o peito de Fabiano Matos, sua voz muito suave.
— Lembre-se de não se atrasar à noite.
— Não me bata, Ra... cunha...
Eduardo Matos cobriu o rosto com as mãos, completamente intimidado.
Ele abriu a boca, sem saber se deveria chamá-la de "Rafaela" ou mudar para "cunhada".
— ......
Rafaela Ribas lançou-lhe um olhar exasperado, contornou-o e sentou-se em seu lugar.
— Não me chame assim.
Eduardo Matos murmurou um "certo", esticou o pescoço e perguntou:
— Rafaela, você não é a namorada do meu irmão?
Namorada?
Rafaela Ribas apoiou o queixo na mão, olhando pela janela, os lábios formando uma linha fina.
Que ressentimento.
Sem se declarar, sem cortejar... e já queria ter uma namorada!
Só em sonhos!

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