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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 618

NYX

Acontece que você podia se vincular a esses animais tão ferozes, mas ao mesmo tempo astutos, com uma sabedoria própria.

— Você não precisa fazer isso por gratidão... — falei suspirando, mas ela continuava rosnando para Aidan.

— Você entende mesmo o que ela diz?

— Sim — ele respondeu com um sorriso de canto. — Porque eu fiz um pacto com o Alfa dela e posso ouvir tudo o que os Drakmor sob o domínio dele dizem.

— Ooohh, impressionante, príncipe — zombei um pouco, tentando afastar as preocupações.

— Isso é um presente, Nyx. Eles não fazem isso com qualquer um. É uma raça que rejeita estranhos... nunca vi outro vínculo assim. Só o meu e o do Ignacio.

Ele disse isso com certa melancolia.

Não comentei o fato de que, aparentemente, Isabella também não teve esse vínculo com a antiga companheira do Alfa.

— Nem sou do seu continente, mas se você quer tanto... tudo bem, eu aceito — disse, acariciando o focinho dela.

Eu não fazia ideia no que estava me metendo.

Aidan desenhou um enorme círculo de runas onde nós três nos posicionamos — porque sim, a filhote entrou nessa loucura também.

Soltei minha magia e ativei o encantamento, abrindo um corte na mão e deixando o sangue pingar sobre os símbolos no chão.

A Drakmor já sangrava pelos ferimentos e fez um pequeno arranhão na bebê.

Laços de sangue subiram, nos envolvendo como fios do destino, nos cercando, enquanto a vitalidade delas se fundia com a minha no ar.

Aidan aumentava a força do feitiço e a lua selava o vínculo com seus raios vibrantes — um laço que duraria por gerações.

Algo foi forjado entre nós, e quando as runas se apagaram, senti a conexão profunda com as duas criaturas paradas diante de mim.

“Mamãe, agora a irmã escuta a Carvão?” Arregalei os olhos quando a voz infantil ecoou na minha mente.

“Acho que sim, filhote.”

— Vocês... ai, por todos os Deuses, isso é uma loucura!... — mesmo com o aviso de Aidan, parecia irreal.

“Eu estava louca pra te dizer isso, pequena Selenia Nyx...” a voz melodiosa me falou.

“Obrigada... muito obrigada. Nunca poderei retribuir o que você fez por nós. Vamos matar por você e te seguir aonde for.”

Ela inclinou a cabeça enorme diante de mim e tudo que pude fazer foi estender a mão e tocar suas escamas frias.

Foi incrível! Era assim que a Lyra se sentia quando a Aztoria falava com ela?

“Irmã, acaricia também a crista da Carvão!” A vozinha infantil me fez sorrir enquanto ela se colocava à minha frente, cheia de expectativa.

A peguei no colo, sentindo ternura por essa coisinha feia, cheia de olhos e dentes afiados.

“Por que você se chama Carvão?” perguntei curiosa.

“Quando ela nasceu, você disse: ‘aqui está a pequena carvão’, e eu coloquei esse nome.”

Torci a boca com o comentário da fêmea.

Quer dizer, eu a chamei de “carvão” porque era uma bolinha preta com escamas escuras, mas não achei que a coitadinha fosse acabar ficando com esse apelido.

“Melhor chamarmos de... Klara, pode ser?” Minha pequena carbonzinha gritou feliz.

Dei à mãe Drakmor o nome Sachar, porque ela também não tinha nome.

Só o Príncipe do Gelo dava nomes a eles — para os outros, eram apenas feras violentas.

134. INÍCIO DO CONFLITO 1

134. INÍCIO DO CONFLITO 2

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