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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 794

ABIGAIL

De todas as ideias geniais que me ocorreram, esta passou do péssimo.

Eu voltava para casa bem irritada com Hannah, minha irmã gêmea, embora a gente se parecesse bem pouco.

A ver… por que era necessário sempre se comportar como a versão de saia do papai?

Ah, não, nem de saia, não tinha quem enfiasse aquela bunda enorme que ela tinha dentro de um vestido.

Ela amava bancar a moleca de calças, brigando com qualquer bicho que cruzasse o caminho e pagando de heroína.

Quando me disse que se enfiaria naquele pântano para procurar os rebeldes, fiz um chilique ali mesmo.

Minhas botas já estavam cheias de lama até o talo, eu não ia entrar naquela névoa fedorenta nem que me pagassem.

Só que não fui muito longe quando as coisas ficaram difíceis pra mim.

Não sei por quê, mas de repente a fina cota de malha com magia de gelo da Hannah começou a falhar.

Aquele artefato que eu sempre usava no meu corpo, contra a pele, como um escudo frágil, era a única coisa que podia me ajudar a controlar o temperamento atroz da minha loba de fogo.

Sou uma Beta Centuria, assim como minha mãe. Carrego dois espíritos de loba dentro de mim.

O que todos os lobisomens possuem e outro, cheio de magia perigosa e volátil, que eu não consegui controlar.

Ela luta para me sobrepujar a cada segundo e me consumir por dentro.

As Centurias precisamos de um companheiro extremamente forte, os ideais são os homens do Clã do Inverno.

A magia de gelo deles controlava as chamas da nossa parte animal.

Mas o tempo passou e nenhum me atraía o suficiente para dar o passo final.

Então sim… sou uma virgemzinha e os anos não estão passando nada devagar.

Agora vagueio por este pântano, procurando minha gêmea para me dar uma mãozinha, mas meu instinto animal anda meio falho.

Minha loba, Bryda, mergulhou no meu mundo interior perigoso para tentar controlar minha outra metade e acalmá-la.

“Me separei da Hannah aqui, ela deve estar por perto”, murmurei quando cheguei ao ponto conhecido.

Bufando, ergui o vestido que já estava um desastre e vaguei mais um pouco pelos arredores.

Com tanta boa… ou má… sorte, dei de cara com um acampamentinho daqueles feiticeiros rebeldes.

Eu sabia que eram mais, e que no fundo, se fizessem algo perigoso, colocariam em risco minha matilha do pântano.

Outro plano ainda mais maluco me ocorreu.

Certa de que Hannah seguiria meu rastro e viria me resgatar… porque ela sempre fazia isso… deixei que me capturassem e fingi fraqueza.

Fingi com tanta paixão de teatro que comecei a me sentir mal de verdade.

Ondas de sufocação estavam me afogando.

Bryda mal conseguia conter as chamas.

Com minha magia instável e minha loba interior ausente, eu era uma supernova prestes a explodir e meu mau humor também crescia a rodo.

Então aquele macho apareceu do nada e começou a agir por conta própria.

Olha que revirei os olhos para todos os lados e até tentei falar com ele, mas estava obstinado em bancar o herói e nem aproveitou a chance de arrancar nada deles.

Eu também não. Estava tão zangada que agi de modo impulsivo.

Tudo foi para nada.

Minhas pupilas fulguraram ao detalhar aquele rosto masculino e eu tinha que admitir que era bem sexy.

Cabelo ruivo, olhos azuis intensos, tamanho descomunal, músculos tonificados e aquela aura agressiva e cheia de perigo.

Definitivamente, um daqueles lycans forasteiros e, pelo que ouvi, deve ser filho dos reis… acho que são dois machos, não sei muito da família deles.

Se são dois… este não deve ser o mais avantajado. Olha só assumir aquela posição sem pensar nas consequências.

310. UM PERSEGUIDOR RUIVO 1

310. UM PERSEGUIDOR RUIVO 2

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