Algumas horas antes dos Drakmor se rebelarem na Matilha do Pântano.
PALÁCIO DE INVERNO.
ISABELLA
Desde que cheguei a este mundo, estou amaldiçoada.
O poder que a Deusa me deu só trouxe dor e pesadelos.
Quem, em sã consciência, desejaria ouvir os pensamentos mais sombrios e distorcidos das pessoas?
Seus desejos egoístas, seus sentimentos perversos…
Por que eu tenho que ser a única a ficar com essas memórias apodrecidas toda vez que os toco?
Esse era o meu dom. Por isso passei a maior parte da minha vida fora de casa, com as mãos cobertas por luvas especiais, isolada e sozinha.
Eu devia ter morrido há muito tempo, naquela caverna onde o Príncipe do Inverno me encontrou agonizando, prisioneira da maldade que absorvi durante anos.
Aidan foi a gota de água no deserto da minha vida.
Mas nem ele conseguiu preencher todos os meus abismos, assim como eu não consegui preencher toda a alma dele.
É irônico que, sendo feiticeira, minha magia nunca vibrou com a dele… não do jeito de uma união perfeita.
Eu era a companheira destinada de Vlad, mas também não consegui dar ao coração dele o que ele realmente desejava.
Não podia me transformar e correr com ele sob a lua como uma fêmea da raça dele.
Ela sim pode… Desde que senti a energia dela tão viva através da emoção de Theo, soube que o momento que eu esperei por anos havia chegado.
Aidan estava decidido a se enterrar comigo entre essas quatro paredes geladas… eu não podia permitir.
O amor que um dia ele teve por mim se transformou em culpa e remorso, em pena e melancolia.
Eu queria deixá-lo nos braços de alguém boa, alguém que merecesse o grande homem que Aidan é.
Não aguentava mais, então suspirei, permitindo que a luz da Deusa me envolvesse, me levasse para o lugar onde vão as almas cansadas que só querem esquecer.
Mas eu ainda era vítima da escuridão que habita dentro de todos… e meu pai, o primeiro homem que idolatrei na vida, não era exceção.
—Pai, já chega… —murmurei num sussurro, abrindo os olhos pesados como chumbo.
Meu corpo se recusava a responder, mal conseguia me manter consciente.
Vi a sombra pairando sobre a cama.
—Isa, achei que estivesse descansando…
—Não mente, veio verificar se eu já estava morta —agarrei sua mão quando apertou meu pulso.
Arranquei forças das profundezas do meu coração mágico morrendo para explorá-lo.
Ele nem tentou esconder como fazia antes.
Era uma das poucas pessoas cujos pensamentos eu nunca conseguia acessar por completo.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...