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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 617

NYX

O grito da pequena Drakmor se perdeu na clareira, engolido pelos rugidos daquelas duas gigantes.

Sua mãe caiu, derrubando algumas árvores, levantando uma nuvem de poeira e terra, tentando se livrar da atacante — outra fêmea feroz e sanguinária.

Seus olhos vermelhos brilhavam cheios de ódio.

— Não se mete! — ordenei à bebê sem pensar. Ela ficou choramingando, mas dentro da proteção da floresta.

Me lancei na luta, temendo o pior. As presas iam direto para o pescoço da Drakmor caída no chão.

De repente, seus olhos vermelhos me encararam à distância, cheios de desespero.

— NÃO! — gritei, minha magia explodindo num chicote feroz, faiscando poder.

Ele estalou no ar e se fechou ao redor do pescoço daquela besta. Mesmo assim, ela não parou o ataque para se defender.

Achei que já era tarde demais, mas num segundo surgiu uma camada grossa de gelo ao redor do pescoço da minha Drakmor, e os dentes da outra cravaram naquela proteção congelada.

Seu rugido de dor sacudiu os céus.

Enfurecida, puxei o chicote com toda minha força, enviando correntes assassinas, e o corpo dela foi lançado para trás com o impacto.

Vi Aidan acertar um chute no focinho dela no ar e jogá-la no chão.

Juntos, conseguimos dominá-la e separá-la da outra ferida.

Invoquei meu poder, e raízes como mãos saíram da terra, prendendo-a, enquanto algemas de gelo se fecharam nas patas.

Ela se debatia furiosa, cheia de raiva, querendo a todo custo destroçar a fêmea que eu tinha acabado de salvar — mas não conseguia se soltar.

Me preparei para pular com uma lança na mão, pronta pra arrancar sua cabeça e acabar com aquilo, mas Aidan me deteve.

— Espera, Nyx, não! — desviou meu golpe, protegendo a vida dela.

— Por que tá defendendo ela?! — gritei irritada, pisando forte no chão.

Ele não respondeu, apenas se aproximou da prisioneira.

Eu, por minha vez, fui até o monte de escamas negras, sangrando em vários lugares, mas lambendo sua filhote para acalmá-la.

Quando me aproximei, ela abaixou a cabeça imediatamente para encostar o focinho na minha testa.

— É sério isso? Te deixo sozinha por um momento e já tá encrencada — suspirei, sem entender nada daquilo.

Ela só me olhava, rosnando baixinho.

Invoquei um pouco de magia de cura e coloquei a mão nas feridas mais graves.

Carícias suaves roçavam minha coxa — era a bebê Drakmor.

— Você foi muito corajosa, salvou a mamãe — cocei a crista da cabecinha dela, e ela soltou uns gritinhos orgulhosos.

Me virei então; o silêncio nas minhas costas era estranho.

Aidan estava em pé diante da besta prisioneira, estendendo a mão para tocar o focinho dela. Parecia que a conhecia, mas a Drakmor se contorceu, fugindo do toque, bufando irritada.

— Você conhece ela? — perguntei.

— Sim… é filha do Alfa dos Drakmor, do Ignacio — disse em voz baixa, com um tom de melancolia repentina.

— O que ela tá fazendo nesse continente? Por que estão caçando ela e tentando matá-la? — questionei, e ele se virou para observar minha Drakmor.

Farejou o ar, depois olhou surpreso para a filhote ao meu lado, que também lançava olhares curiosos pra ele.

— Vem cá, pequenininha, deixa eu te ver — ele se agachou, chamando-a.

A criaturinha olhou primeiro para a mãe, que assentiu.

Apesar da tensão toda, o bom comportamento dela me arrancou um sorriso.

Ela se aproximou com cautela de Aidan, que começou a coçar seu queixo.

Ganhou a confiança dela em um segundo, e já estava com ela nos braços, cheia de prazer com as atenções.

133. UM PACTO COM MINHA FERA 1

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