Valentina Lacerda e Benjamin Freitas já estavam casados havia cinco anos. Naquele momento, Valentina sabia exatamente o que Benjamin queria.
Além disso, o corpo dele deixava claro o desejo.
Antes, quando Benjamin não conseguia se conter diante dela, Valentina costumava sentir-se feliz.
Mas agora, tudo o que sentia era repulsa.
Que tipo de mulher ele pensava que ela era?
Com um impulso, ela empurrou Benjamin para longe, levantando-se e afastando-se dele.
Benjamin, que um segundo antes estava mergulhado no prazer do momento, foi empurrado de repente, caindo desajeitado no sofá.
O olhar de desprezo nos olhos de Valentina o trouxe de volta à realidade num instante.
Ela se recusava a deixá-lo tocá-la!
— Se quiser perder a cabeça, vá fazer isso em outro lugar, fique longe de mim!
O olhar de Valentina era cheio de desconfiança e repulsa.
Aquela expressão despertou em Benjamin uma raiva inexplicável.
Ela estava mesmo rejeitando-o!
— Valentina Lacerda, não se esqueça: eu sou seu marido! Você tem obrigação de cumprir com seus deveres de esposa!
Assim que terminou de falar, Benjamin sentiu que talvez tivesse realmente enlouquecido.
Estava mesmo implorando por ela?
Como chegou a esse ponto?
Devia ser o efeito do excesso de bebida, além de tanto tempo sem se aliviar.
Sim, só podia ser isso!
Valentina ficou parada ao lado, a voz fria como gelo.
— Benjamin Freitas, não se esqueça! Nós vamos nos divorciar!
Se não consegue se controlar, vá procurar outra mulher, mas não venha me incomodar!
Dito isso, Valentina saiu do escritório, fechando a porta atrás de si.
Benjamin olhou para o cômodo vazio, lembrando-se da expressão de Valentina, como se ele fosse tirar vantagem dela, e não conseguiu evitar um xingamento baixinho.
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