Ela não queria que a mãe fosse presa, nem queria ser enviada para um orfanato.
Mas ela realmente tinha muito medo de tirar sangue.
Aquela agulha comprida, ela realmente sentia pavor...
Sentia saudade do pai, também da tia Valentina. Queria voltar ao passado.
Mas o pai dissera que a tia Valentina jamais os perdoaria.
Pensando nisso, Estrela chorou ainda mais forte.
Tereza Rodrigues, ao ver a criança chorando daquele jeito, disse à filha:
— Por que não levamos a Estrela para casa primeiro, e depois a levamos de volta? Está tão tarde, chorando assim a noite toda, vai acabar machucando a garganta dela.
— Olha só como as mãozinhas estão frias, precisamos aquecê-la direito.
Valentina Lacerda olhou para Estrela, depois lançou um olhar à família Ortega, não muito longe dali.
Ao lembrar o temperamento daquela família e tudo o que já acontecera antes, Valentina Lacerda não concordou.
— Mãe, já está muito tarde, vou levar a Estrela para casa.
Dizendo isso, pegou Estrela do colo da mãe.
— Estrela, você saiu sozinha, sua mãe deve estar preocupada. A tia vai te levar para casa.
É claro que Estrela não queria voltar.
Ela havia saído escondida.
Depois que a mãe a trouxe do hospital, saiu novamente.
Ficou sozinha naquela casa, ninguém lhe dava atenção, nem mesmo Joana sabia onde estava.
Estava com fome, mas os empregados a ignoravam.
Não queria voltar.
No colo de Valentina Lacerda, Estrela hesitou por muito tempo.
Quando já estavam quase chegando àquela casa, Estrela finalmente criou coragem, olhando para Valentina Lacerda com súplica.
Seu lábio inferior tremeu, e ela soluçou:

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