Tereza Rodrigues disse:
— Está bem, pode ir cuidar das suas coisas, não precisa se preocupar comigo, a Nathalia está aqui comigo.
Valentina Lacerda ainda fez algumas recomendações à Nathalia antes de sair de carro em direção ao instituto de pesquisa.
O que havia acontecido no dia anterior, Valentina Lacerda não sabia exatamente como Helena Barbosa tinha relatado ao Sr. Silva.
Assim que chegou no instituto, Valentina Lacerda abriu seu e-mail. O Sr. Silva havia analisado os dados do experimento e respondeu apenas que estava muito satisfeito, acrescentando que, dali em diante, Valentina deveria comunicar-se diretamente com ele, sem precisar passar por Helena Barbosa.
O objetivo estava alcançado. Valentina respondeu ao e-mail, sem mencionar o ocorrido do dia anterior, tratando apenas dos assuntos referentes ao experimento.
Depois de terminar os e-mails, ela entrou no laboratório.
Quando terminou todo o trabalho no instituto, já era fim de tarde.
Valentina Lacerda voltou de carro para casa.
Logo ao entrar no condomínio de casas, ela percebeu que as ruas estavam repletas de carros de luxo, todos alinhados até a entrada da mansão da família Ortega.
No íntimo, Valentina admirou o poder de ostentação da família Ortega antes de seguir até a garagem da sua própria casa.
Assim que desceu do carro, ouviu sua mãe chamando por ela.
— Mãe, o que está fazendo aí fora?
Tereza Rodrigues estava no jardim, com uma prancheta de desenho nas mãos, desenhando algo.
Ao ver a filha se aproximar, acenou para que ela chegasse mais perto.
— Estou pensando no que plantar neste seu jardim. Veja, pensei em colocar aqui uma magnólia branca. O clima da Cidade Capital é mais frio que o de Cidade R, então só dá para plantar a variedade japonesa, mas mesmo assim são lindas. Acho que só florescem entre março e abril, mas, quando estiverem floridas, poderemos ver as flores da janela, será maravilhoso.
— E aqui, debaixo da magnólia, pensei em fazer um pequeno lago para peixes. Nada de formatos convencionais, seria um canal sinuoso, acompanhando o beiral da casa, até desembocar nesse lago sob a árvore. Assim, poderemos tomar café e fazer um lanche da tarde no jardim. E lá no outro canto, plantar uma árvore de jasmim.
— Querida, como você gosta de cerâmica, poderia montar uma roda de oleiro debaixo do jasmim.
— O que acha das minhas ideias?
Valentina pegou o esboço da mãe, que já estava repleto de desenhos detalhados.

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