Ela apontou para Valentina Lacerda e gritou:
— Você fez de propósito!
Valentina Lacerda, de costas para a câmera de segurança, lançou para Helena Barbosa uma expressão ambígua, sem confirmar nem negar nada.
— Sua ordinária!
Helena Barbosa, tomada pela raiva, fez menção de avançar, mas Valentina Lacerda sequer piscou.
A mão de Helena, erguida no ar, acabou por não descer.
Ela semicerrava os olhos, encarando Valentina Lacerda com um olhar envenenado. Até sua voz saiu distorcida pelo rancor.
— Valentina Lacerda, você quer me prejudicar!
Você está me provocando de propósito, para que eu te agrida, quebre este vaso de porcelana e, no fim, corra contar tudo ao Sr. Silva!
Acha mesmo que vou cair na sua armadilha?
Saiba que, se você não me entregar os dados do experimento hoje, vai se arrepender!
Helena Barbosa estava convencida de que o experimento que tinha em mãos era exatamente o que Valentina Lacerda precisava.
O processo de restauração ainda estava em andamento, e Helena supunha que Valentina Lacerda não tinha os resultados prontos.
No entanto, instantes atrás, Valentina afirmou categoricamente ao Mathias Silva que os dados já estavam disponíveis. Para Helena, isso era pura mentira!
Ao chegar a essa conclusão, Helena percebeu algo.
Ergueu o rosto e encarou Valentina Lacerda.
— Então você quer me prejudicar?
É porque o experimento fracassou e você não tem coragem de entregar os dados ao diretor, então tenta fazer com que eu quebre a porcelana para poder jogar a culpa em mim!
Valentina Lacerda, você é mesmo cruel!
Valentina Lacerda não se conteve e lançou um olhar de desprezo a Helena Barbosa.
— Cassio realmente não estava errado!
Helena Barbosa demorou a entender, mas logo percebeu que Valentina fazia referência aos insultos de Cassio Castro sobre ela.
Quando ia responder, Valentina continuou:
— Com toda essa energia, seria melhor pensar em como vai se explicar para o Sr. Silva!



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