Helena Barbosa estava descansando em seu quarto.
Ao ouvir um barulho do lado de fora, pensou que fosse imaginação. Só quando a porta da entrada se abriu e uma multidão invadiu a sala, ela percebeu que algo realmente acontecia.
— Quem são vocês? Saiam da minha casa agora! Senão vou chamar a polícia!
— Chamar a polícia?
Valentina Lacerda saiu do meio do grupo.
— Ótimo. Também estou curiosa para saber o que a polícia acha de alguém ocupar meu imóvel sem minha permissão. Isso não seria roubo?
Depois de dizer isso, Valentina Lacerda deu uma olhada pelo cômodo. Ao avistar o vaso de cerâmica verde, uma peça do período colonial português, seus lábios se curvaram num sorriso amargo.
Estava confirmado: Benjamin Freitas tinha arrematado aquele vaso caríssimo para presentear Helena Barbosa.
Valentina Lacerda adentrou a sala, observando cada uma das relíquias de valor inestimável expostas ali. Sentiu, mais uma vez, que os cinco anos dedicados a Benjamin Freitas haviam sido uma piada de mau gosto.
— O que você pretende fazer?!
Helena Barbosa se colocou à frente de Valentina Lacerda.
Protegia com todas as forças as peças do expositor, lançando a Valentina um olhar atento e desconfiado.
— Tudo isso é meu. Nem pense em tocar!
Valentina Lacerda olhou para Helena Barbosa e, de repente, sentiu-se completamente desinteressada.
Benjamin Freitas a ameaçara usando o irmão dela. Se agora ela usasse Helena Barbosa para revidar, que diferença haveria entre ela e Benjamin Freitas?
Não queria mais desperdiçar energia com essas questões mesquinhas.
Quando Valentina Lacerda prestes estava a falar, uma criança saiu correndo do quarto.
Estrela Freitas correu até Valentina, encarando-a com indignação.
— Você é má! Não vou deixar você machucar minha mãe!
Valentina Lacerda baixou os olhos para a criança que criara por cinco anos, agora a olhando como se fosse uma inimiga.
— Vou contar para o papai, ele nunca mais vai falar com você!
Estrela Freitas achava que, ao mencionar o pai, Valentina Lacerda ficaria assustada.
Ela não entendia as questões entre adultos. Só sabia que aquela era a casa da mãe, e Valentina Lacerda havia entrado com um grupo de pessoas estranhas.
Precisava proteger a mãe a qualquer custo!


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