Ela olhou para o relógio de parede. Quase meia-noite. Se não quisesse ficar acordada na cama, seria melhor descer e ouvir as bobagens que ele tinha a dizer sobre Rex.
Elise pegou um casaco, jogou-o sobre os ombros e saiu. No portão, um Maybach preto repousava sob o poste de luz, todo feito de linhas rígidas e imponência — tão dominador quanto o seu dono.
Sem expressão, ela caminhou até o veículo e bateu com os nós dos dedos no vidro.
A porta traseira se abriu e uma voz masculina fria flutuou lá de dentro: “Entre.”
“Diga aqui mesmo. Consigo ouvir você perfeitamente.” Ela não queria dividir um espaço fechado com ele, especialmente um carro.
“Então chegue mais perto”, disse ele.
Elise parou junto à porta aberta e olhou para o homem lá dentro. “O que exatamente você quer di— ah—” Antes que pudesse terminar, o braço longo dele avançou e a puxou para dentro do carro.
A porta bateu atrás dela. Seus nervos ficaram tensos como cordas.
“Me enganando de novo!” O instinto falou primeiro. Ela o empurrou.
Ele a prendeu em um abraço firme e falou com o motorista na frente: “Deixe-nos.”
“Sim, Sr. Nielsen.” O motorista soltou o cinto, saiu e se afastou a uma distância considerável, cuidadoso para não perturbá-los.
Ao ver aquilo, o pânico de Elise disparou. Ela investiu com as mãos e os pés. “Jim, tentando usar suas táticas de bandido de novo? Toque em mim e eu vou—”
Ela não terminou. A mão dele envolveu a parte de trás da cabeça dela e ele se inclinou, selando a boca dela com a sua.
O beijo dele era ávido — como uma tempestade desabando, bruto e fora de controle.
Uma dor latejou nos lábios dela. A raiva explodiu em seu peito. Ela o mordeu com força. Quando ele recuou, ela o empurrou e acertou um tapa em seu rosto.
“Jim! Seu canalha sem vergonha!” A fúria a fazia tremer.
O rosto dele virou para o lado. A luz âmbar da rua cortava o interior do carro, mas não era brilhante o suficiente para decifrar sua expressão.
Quando ele voltou a olhá-la, seus olhos de fênix tinham uma profundidade sombria e desconcertante — parte relutância dolorosa, parte urgência inquieta.
O olhar dele endureceu. Ignorando a raiva e a resistência dela, ele a puxou para perto novamente, ergueu o queixo dela e a beijou mais uma vez.
Enquanto ela lutava, ele a pressionou contra o banco traseiro.
Elise olhou para ele, atônita. Ele estava falando sério? Quem diabos deveria se sentir culpado aqui?
“Heh… Casar com um homem como você? É a piada mais triste de todas.” Ela chegou a sentir pena da Srta. Kelner.
Ele não pareceu se importar se a crítica surtiu efeito. Seu rosto permaneceu calmo. Ele até colocou uma mecha de cabelo solta atrás da orelha dela — um gesto gentil, quase terno.
Sua voz tornou-se quente e suave. “De agora em diante… se encontrar alguém certo para você, vá em frente e case-se com ele. Mas ele tem que ser um pai de verdade. Ele tem que ser bom para Flora.”
Elise encarou-o, perplexa. Por que dizer isso do nada?
Um calafrio a percorreu. Ele estaria morrendo e deixando uma última mensagem?
É apenas um casamento. Não precisa agir como se o céu estivesse desabando.
“Mais uma coisa…” A expressão dele tornou-se séria. “O homem pode ser qualquer um — exceto Rex.”
Ela soltou uma risada aguda e sarcástica. “Se eu me casar ou não — e com quem eu me casar — não é da sua conta. Você não é meu pai nem minha mãe.”
“Se você tem tempo para se intrometer, gaste-o com sua noiva. Ela é quem será sua esposa — aquela que viverá ao seu lado de agora em diante.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....