— Quanto tempo. Não me diga que se esqueceu de mim — ele brincou.
— Como eu poderia? É que... ando meio ocupada ultimamente. — Ocupada procurando emprego, pensou ela.
— Ocupada? — Rex soltou uma risada baixa. — Vamos lá, não tente me enganar. Eu soube. Aquele tal de Xu colocou seu nome na lista negra. Agora ninguém se atreve a te contratar para desfiles ou anúncios, certo?
Elise entreabriu os lábios, querendo explicar, mas qualquer explicação soaria como uma tentativa de encobrir a verdade. Já que ele sabia, não havia sentido em esconder.
— Então estou na luta, tentando encontrar trabalho.
— Então por que não veio me procurar? — O tom de Rex carregava uma ponta de censura.
— Eu...
Antes que ela pudesse terminar, Rex a interrompeu: — O quê? Você acha que eu nem tenho minha própria liberdade, então como eu poderia te ajudar?
— Eu não quis dizer isso — ela disparou.
— É exatamente o que você pensa. Eu entendo. Meu contrato está nas mãos de outra pessoa. Não consigo me livrar dele. Mesmo que tivesse recursos, não poderia passá-los para você. — Ele deu um sorriso amargo e autodepreciativo.
— Tudo bem, pare. Você me entendeu mal. Eu nunca pensei isso — disse Elise, com a ansiedade começando a surgir.
— Se não pensou, então me encontre — disse Rex de repente.
— Claro. Onde? — Ela não hesitou, apenas para que ele acreditasse nela.
Rex enviou um endereço. Vinte minutos depois, eles se encontraram em uma cafeteria.
— Sente-se. Já pedi um Americano para você — disse Rex, que havia chegado primeiro.
— Obrigada. — Ela se sentou à frente dele.
— Você está ficando educada demais comigo. Não somos amigos? — Rex olhou para ela, um pouco impotente.
— Mesmo sendo amigos, não posso depender demais de você.
— É aí que você se engana. Amigos são exatamente as pessoas em quem você se apoia — disse ele, levantando a xícara para um gole.
Elise não sabia o que dizer, então também tomou um gole de seu café.
— Você me chamou apenas para colocar o papo em dia ou tem algo mais? — ela perguntou.
— Além de colocar o papo em dia, tem algo mais. — O sorriso dele tinha um toque sutil e intrigante.
Ela esperou que ele continuasse.
— Acabei de conseguir um desfile. Pedi ao diretor para te dar um papel. É um papel de apoio — não sei se você concorda com isso — disse Rex.
Elise ficou estática, atordoada. — Você me conseguiu um papel de apoio?
Mas ela havia dito à filha: se ninguém aparecer, espere no portão. Não vá a lugar nenhum.
Sua filha era uma criança obediente, então ela não estava muito preocupada.
Ela pensou que Flora estaria no portão, mas após circular pela área, não a viu. O pânico começou a surgir.
Nesse momento, a professora da turma saiu. Elise correu até ela. — Sra. Caldwell, olá. A Flora ainda está na sala de aula?
A Sra. Caldwell sabia que ela era a mãe de Flora, então disse: — Não. O pai dela a buscou na hora da saída. Ele não te avisou?
— O pai dela? — Elise piscou. Jim?
Ele apareceu de repente para levar a filha deles — sem nem avisar?
— Ah, eu esqueci. Ele me avisou sim. Desculpe incomodá-la. — Elise não quis entrar em detalhes com a professora e saiu da escola imediatamente.
Ela ligou para Jim, mas não conseguiu completar a chamada.
O que diabos ele estava fazendo?
Ele não voltaria atrás em sua palavra e levaria a filha deles embora, não é?
Com esse pensamento, Elise não conseguiu ficar parada. Ela acenou para um táxi e foi direto para a casa de Jim.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....