“Se eu não puder confiar em você, em quem mais eu confiaria?”
“Você está me fazendo querer recompensá-la adequadamente.”
“Me recompensar com o quê…” Antes que ela pudesse terminar, ele inclinou a cabeça e tomou seus lábios.
Então essa era a recompensa. Ela não recusou — inclinou-se e retribuiu o beijo.
Os dois entregaram-se a um beijo apaixonado bem ali, na porta da frente, sem qualquer pudor!
Apenas quando ele se sentiu satisfeito é que a soltou. Se demorassem mais, as coisas poderiam fugir do controle.
“Você tem certeza de que a escondeu bem?” perguntou Charles.
Ela deu um tapinha no peito dele. “Fique tranquilo. Já deixei tudo pronto. Neil não vai perceber tão cedo. A seguir, ele estará perseguindo aquela falsa Kendra por todo o mapa. Ele não terá tempo para nós por um bom período.”
Ela tinha, de fato, comprado uma passagem para fora da cidade — para a sósia de Kendra.
Aquela falsa Kendra seguiria suas instruções, faria uma pequena viagem ao exterior e, toda vez que Neil chegasse perto, ela fugiria, trocando de estado ou país, mantendo-se em movimento.
Depois de duas ou três rodadas disso, Neil deveria sentir que algo estava errado — mas isso levaria cerca de um mês.
A verdadeira Kendra havia sido enviada discretamente ontem à noite para a propriedade dos Hensley nos subúrbios — a mesma mansão onde Melvin estava hospedado.
Com Melvin vigiando-a, Jessica podia descansar tranquila.
Após despachar Neil, Jessica dirigiu-se à mansão para vê-la.
“Instale-se e recupere a mobilidade da perna aqui. Ele não a encontrará por pelo menos um mês”, disse Jessica a Kendra.
“Obrigada.” Kendra só podia agradecer novamente.
Depois de tudo o que passou, ter alguém genuinamente ao seu lado parecia algo raro e precioso.
“Não precisa ser tão formal comigo.”
Kendra pensou por um instante e então disse: “Não ficarei muito tempo. Assim que estiver recuperada, eu irei embora.”
Jessica franziu a testa. “Esconder-se aqui para sempre não é um plano, é verdade. Mas pense bem para onde irá. Se ele a pegar, será um caos.”
“Eu sei.” Um brilho sombrio surgiu nos olhos de Kendra. Ela parecia já ter um plano.
Jessica observou a jovem e magra mulher à sua frente. Tanta dor em uma idade tão precoce — aquilo fazia seu coração doer.
“A propósito, tenho outro favor a pedir”, disse Kendra.
“Diga. Se eu puder ajudar, ajudarei.”
Kendra olhou-a diretamente nos olhos, com total seriedade. “Ouvi dizer que Melvin é um atirador de elite. Quero que ele me ensine a atirar. Você poderia interceder por mim?”
Jessica piscou, surpresa. Ela não esperava por aquilo.
Uma nova linha de fragrâncias estava prestes a ser lançada, então ela reservou um tempo para fazer uma verificação.
Quando saiu do laboratório, já era tarde. Ela se dirigiu à garagem subterrânea para dirigir até em casa.
Ela estava usando tênis para maior conforto e notou que um cadarço estava solto. Ela se agachou para amarrá-lo.
Enquanto se abaixava, um vulto em movimento — pés — passou rapidamente atrás dela e depois sumiu de vista…
O coração de Jessica deu um salto. Ela se levantou bruscamente e olhou para trás. A garagem silenciosa continha apenas carros — ninguém à vista.
Ela moveu-se cuidadosamente naquela direção. Ela tinha visto alguém deslizar para trás daquele grande pilar de sustentação.
“Quem está aí? Apareça!” ela gritou, alertando antes de se aproximar.
Sem resposta. Apenas o seu próprio eco retornou.
Ela não correu em direção ao pilar. Manteve certa distância, circulando até chegar ao outro lado — o lugar onde pensou que alguém estaria escondido. Vazio. Ninguém ali.
Seus nervos tensos relaxaram. Teria ela imaginado aquilo?
Toda a garagem estava imóvel, apenas o som de seus passos e sua respiração. Talvez estivesse vendo coisas. Talvez estivesse exausta de cuidar de Penelope ultimamente.
Seu telefone começou a tocar na bolsa. O toque personalizado dizia que era Charles ligando.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....