“Mamãe, por que você está se estapeando?” Jessie correu até ela e segurou sua mão.
“Eu não deveria ter ficado bêbada. Esse tapa é para eu nunca mais esquecer.” Só de pensar no ocorrido, ela sentia um aperto no peito.
“Está tudo bem. Você ficou bêbada, então eu cuidei de você. Fiz uma sopa para ressaca ontem à noite. Você não deve estar com dor de cabeça hoje.” Jessie abriu um sorriso largo e acrescentou: “Mas não pode beber tanto da próxima vez. Faz mal para você.”
“Tudo bem, a mamãe vai se lembrar disso.”
“Você disse que me deu sopa para ressaca? Acho que não tínhamos isso em casa.” Ela franziu a testa, intrigada.
Os olhos de Jessie oscilaram. “Ah… eu pedi pelo seu celular ontem à noite. Um entregador trouxe até a porta.”
Mavis não duvidou dela, mas ao verificar o aparelho, viu uma chamada da noite anterior — ela tinha ligado para Jim?
“Jessie, você ligou para o seu pai ontem à noite?” ela perguntou.
Lembrando-se do aviso do pai, Jessie balançou a cabeça por instinto. “Não. Você estava bêbada e ligou para o papai.”
“Eu?!” Mavis ficou atônita. Como aquilo era possível?
Após remoer o assunto por um bom tempo, Mavis acabou discando o número de Jim.
Jim estava prestes a tomar o café da manhã quando viu a chamada. Ele presumiu que fosse Jessie novamente e atendeu sem hesitar. “Ei, Jes—”
Ele não terminou a frase antes que uma voz fria e monótona o interrompesse. “Jim.”
Ele fez uma pausa; uma expressão diferente cruzou seu rosto. Quando voltou a falar, havia um tom de provocação em sua voz. “Nós não assinamos um acordo para pararmos de nos contatar? Então por que você está me ligando?”
“Eu só queria te dizer que fiquei bêbada ontem à noite e acidentalmente disquei seu número. O que quer que eu tenha dito foi conversa de bêbado. Não leve a sério.”
“Ah? Mas eu estou levando muito a sério.” Jim presumiu que Jessie devia ter contado a ela que fora Mavis quem ligou.
“Você… a sério o quê? Eu não disse nada ontem à noite!” A verdade era que ela não conseguia se lembrar de absolutamente nada.
“Você me xingou. E foi bem pesado, por sinal. Eu gravei tudo. Estou prestes a processá-la por difamação.” Os lábios de Jim se curvaram em um sorriso.
Mavis não podia ver o rosto dele, mas ficou desconcertada. “Do que foi que eu te chamei? Não comece a criar drama de propósito!”
“Você não se lembra do que disse?”
“Eu já disse que estava bêbada! Foi tudo delírio alcoólico. Mesmo que você me processe, não vai dar em nada!” Ela desligou, bufando de raiva.
Ela não deveria ter ligado para ele, de jeito nenhum.
Vendo que ela permanecia em silêncio, Little Lu acrescentou: “Só posso te dizer isso em particular. Não consigo persuadir o Rex. Ele… realmente quer te dar aquele estúdio.”
O coração de Mavis se apertou. Desde o dia em que se conheceram, Rex sempre a colocou em primeiro lugar.
Desta vez, ela não poderia ser egoísta.
“Se houver alguma empresa à qual você queira se juntar, me diga. Conheço muita gente neste círculo e posso te apresentar. Se forem as grandes corporações, talvez eu não consiga ajudar”, disse Little Lu, em tom de desculpa.
Mavis deu um gole no café. “Eu entendo. Sei o que fazer. Não se preocupe.”
“Você… você está disposta a convencer o Rex a desistir de encerrar o contrato com a Daxi?” Little Lu perguntou cautelosamente.
Ela assentiu. “E você não precisa me apresentar a nenhuma empresa. Na verdade, algumas empresas já entraram em contato comigo. Eu só não aceitei porque estava pensando em abrir o estúdio com o Rex.”
“Sinto muito. Eu não deveria ter dito tudo isso. Se o Rex descobrir, ele vai acabar comigo.”
“Eu sei que você está zelando pelo bem dele. Ele me ajudou tanto. Eu já deveria ter retribuído esse favor há muito tempo.”
“Obrigado.” O rosto de Little Lu se iluminou. Ele não esperava que ela concordasse tão rápido.
Mavis soltou um suspiro suave. A verdade é que ela não estava tão entusiasmada em abrir um estúdio com o Rex. Como Little Lu dissera, mesmo que conseguissem tirá-lo do papel, mantê-lo funcionando seria uma tarefa árdua.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....