O corpo inteiro do Sr. Nielsen ficou tenso e, em seguida, deu um solavanco. Ele franziu o cenho para a filha. — Flora, afaste-se. Papai não precisa que você o proteja.
— Não. Você precisa de mim agora. Se eu não tivesse vindo, o bisavô bateria em você até a morte. — Os olhos de Flora estavam vermelhos enquanto ela insistia: — Se você morrer de tanto apanhar, eu não terei mais um pai.
As palavras infantis da pequena o atingiram como uma adaga no peito. Ele a puxou para seus braços. — Papai não vai morrer. Papai nunca deixará você.
O Sr. Oscar estreitou os olhos e ordenou rispidamente: — Vocês aí, tirem a jovem senhorita daqui!
— Eu não vou! Não se atrevam a bater no meu pai de novo! — Flora estufou o peito com seus ombros minúsculos, o rosto determinado, e encarou o velho patriarca sem recuar.
— Seu pai não está ouvindo. O bisavô está apenas lhe dando uma lição. — O Sr. Oscar não tinha a menor intenção de poupar o Sr. Nielsen.
— O que estão esperando? Tirem a jovem senhorita daqui agora! — O Sr. Oscar latiu para os funcionários da casa.
Os empregados correram para cumprir a ordem, aterrorizados com a possibilidade de serem apanhados no meio do conflito.
— Eu não vou, não vou... — Flora agarrou-se ao pai e não se moveu um milímetro.
O olhar do Sr. Nielsen mergulhou na escuridão. Ele fechou os olhos por um breve instante, tomou uma decisão brutal e gritou: — Está bem. Vovô, eu concordo!
Ele não podia permitir que sua filha sofresse junto com ele. Naquele momento, ele percebeu: talvez a Srta. Elise não o quisesse, mas ele ainda tinha Flora.
O Sr. Oscar resmungou: — Se tivesse concordado antes, não teria precisado levar essa surra. — Seus velhos ossos haviam esgotado o pouco de força que lhe restava.
A Srta. Fang apressou-se em ampará-lo. Ele desabou em uma poltrona, quase exausto.
No entanto, ele voltou a falar imediatamente: — Vá. Mande alguém trazer aquela mulher aqui. Diga a ela que desejo vê-la.
Ao ouvir isso, o Sr. Nielsen virou a cabeça bruscamente para o velho. — Vovô, por que quer vê-la?
— Para deixar claro que você está cortando todos os laços com ela. Definitivamente.
Os olhos do Sr. Nielsen tornaram-se sombrios, como se uma chama tivesse sido subitamente apagada.
— Chamem um médico para examinar o jovem mestre — disse a Srta. Fang aos funcionários.
...
Rex soube que o Sr. Nielsen havia sido libertado sob fiança. Um brilho gélido cruzou seus olhos. De forma alguma ele desperdiçaria essa chance de ouro e deixaria o Sr. Nielsen caminhar livremente.
— Eli, acabei de receber a notícia. A propriedade dos Nielsen gastou uma fortuna para libertar o Sr. Nielsen sob fiança. — Ele contou à Srta. Elise sem demora.
O semblante da Srta. Elise mudou instantaneamente. — O quê? — Ela se levantou de um salto. Estaria o Sr. Nielsen planejando usar a influência da família para salvar a própria pele mais uma vez?
Não. Ela havia chamado a polícia e não se importava com o orgulho. Ele precisava pagar.
Ela se virou para partir, mas o homem disse rapidamente: — Não é o Sr. Nielsen quem deseja vê-la. É o nosso patriarca.
Ela parou e olhou para trás, confusa. — O Sr. Oscar?
— Sim.
A Srta. Elise franziu a testa. Se o velho patriarca queria vê-la, só poderia ser por causa do Sr. Nielsen. Estaria ele planejando usar o poder da família para pressioná-la a retirar as queixas?
Sendo assim, não importava quem fosse, se viessem da propriedade dos Nielsen, ela não os atenderia.
— Sinto muito, mas também não quero vê-lo.
Dois guarda-costas vestidos de preto avançaram e bloquearam seu caminho. O líder disse: — Então teremos que ofendê-la.
Um de cada lado, os guardas a agarraram e a forçaram a ir em direção ao carro.
— Ei! Todos na propriedade dos Nielsen acham que estão acima da lei? — O choque e a fúria atingiram a Srta. Elise. Ela não conseguiu lutar contra dois guardas treinados e foi empurrada para dentro do carro em um piscar de olhos.
Rex, que não estava longe, viu a situação degringolar e correu para ajudar, mas chegou um passo tarde demais.
— Eli! — Ao vê-la ser levada, Rex entrou em pânico e saltou em seu próprio carro para iniciar a perseguição.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....