“Por quê?”
“Eu poderia, mas sua mamãe não quer colaborar.” Ele estaria lançando aquela indireta para ela de propósito?
Rhea lançou-lhe um olhar severo. Sim — continuava o mesmo homem mesquinho e calculista.
“Mamãe, por que você não quer colaborar?” Jessie perguntou.
“Um filho já é o suficiente para mim.” Mesmo que ela viesse a ter outro filho, com certeza não seria com Jim.
“Sr. Nielsen, você está confundindo a criança”, interrompeu Rex, com a voz fria. “Você sabe que a Rhea não tem mais nada a ver com você agora.”
Isso prendeu a atenção total de Jessie. Ela olhou de um para o outro. “O que vocês querem dizer com não ter nada a ver um com o outro?”
“Pergunte à sua mamãe”, disse Jim, lançando a pergunta diretamente para Rhea.
A têmpora de Rhea latejou. Ela sabia que Rex tinha boas intenções ao tentar defendê-la, mas certas coisas não deveriam ser ditas na frente de uma criança.
No momento, não havia uma forma fácil de explicar aquilo para Jessie.
“Vocês três entraram e não pararam de discutir. Vocês vieram mesmo para comemorar?” Jessica interveio no momento certo.
Ela já estava farta daquele pequeno drama.
“Jessie, venha cá.” Arthur aproximou-se e levou Jessie para longe.
Rhea soltou um suspiro baixo. Talvez fosse hora de encontrar um momento para contar à filha a verdade sobre ela e Jim.
Enquanto conversavam, Charles entrou. As coisas lá fora finalmente haviam se acalmado, e ele estava ali para levar sua esposa e filhos para o salão.
O banquete começou oficialmente. Charles conduziu Jessica e seus dois filhos ao palco — a imagem perfeita de uma família feliz de quatro pessoas.
“Obrigado a todos por terem vindo esta noite. Tenho dois anúncios a fazer”, disse Charles, com a voz firme e calma, deixando transparecer um tom de orgulho.
“Primeiro, minha esposa e eu temos uma filha. Ela é a pequena princesa da família Hensley.”
Aplausos e felicitações ecoaram sob o palco.
“Ah, e este é o nosso filho mais velho”, acrescentou Charles, dando a Arthur a mais breve das apresentações.
Arthur sentiu-se flagrantemente ignorado. Sério? Papai era tão tendencioso assim.
Jessica notou o desânimo do filho. Ela o alcançou, puxou-o para frente e colocou a pequena princesa em seus braços.
Segurando a irmãzinha, Arthur sentiu de repente que deveria dar a ela todas as coisas boas do mundo. Por que ele haveria de se importar com tão pouco?
No começo, ela resistiu — amaldiçoando os funcionários da casa que traziam suas refeições e tentavam ajudar. Após dias de resistência, ela percebeu que Charles não a deixaria sair e que havia enviado ainda mais pessoas para vigiá-la. Só então ela se acalmou um pouco.
Uma criada trouxe um laptop, colocou-o à sua frente e o ligou, claramente planejando mostrar algo.
“O que você está fazendo?” Marianna disparou.
Seu cabelo havia ficado visivelmente grisalho. Aquela aura de irmã mais velha de punho de ferro havia sumido, restando apenas uma casca exausta. Quem diria que ela terminaria tão miserável?
Um guarda-costas disse: “O Sr. Hensley está oferecendo um banquete para a senhorita. Ele quer que a senhora assista e comemore junto.” Em outras palavras, eles a estavam forçando a assistir à transmissão ao vivo.
Marianna não tinha o direito de recusar. Os guardas conectaram o sinal ao vivo do salão de banquetes, e a tela foi preenchida com brilho e ruído.
Ela ouviu Charles reconhecer publicamente a pequena princesa. Então, ele anunciou Jessica como a matriarca da família Hensley.
O rosto dela mudou instantaneamente. Ela explodiu, derrubando o laptop no chão com um movimento furioso do braço.
“A dama da casa? Ela não merece isso.” Maldito seja. Se Charles não a tivesse trancado, ela jamais permitiria que ele fizesse algo assim.
Ele fez com que exibissem a transmissão ao vivo apenas para deixar claro: ele havia assumido sua filha, e ela poderia parar de sonhar em perseguir Jessica.
Ela não se importava que ele reconhecesse a pequena princesa. Mas tornar Jessica a matriarca da família Hensley? Só por cima do seu cadáver.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....