O rosto da Sra. Hensley empalideceu a cada instante, mas ela ainda se recusava a ceder. "E daí? Tudo o que fiz foi para o seu próprio bem!"
"Obrigado, mas dispenso esse tipo de 'bem'", rebateu Charles, voltando-se em seguida para Jessica.
"Vamos embora." Ele envolveu a cintura de Jessica com o braço.
"Charles, volte aqui! Sou sua irmã mais velha — você não pode me manter prisioneira!", gritou a Sra. Hensley às suas costas.
Ele agiu como se não tivesse ouvido uma única palavra e conduziu Jessica para fora. Ele não pretendia amolecer o coração nem deixá-la partir.
"Charles! Seu moleque ingrato! Trate-me assim e verá como você vai terminar!" A Sra. Hensley estava tão furiosa que perdeu a compostura, amaldiçoando-o sem qualquer restrição.
Charles não se importava. Desde que ela ficasse quieta e parasse de causar problemas, estava tudo bem.
A Sra. Hensley continuava a berrar. Se os guarda-costas não a tivessem contido, ela teria avançado contra ele.
Ela fora uma mulher forte a vida inteira. Jamais imaginou que terminaria dessa maneira.
"Você vai realmente mantê-la trancada?", Jessica não pôde deixar de perguntar ao homem ao seu lado, enquanto estavam no carro voltando para casa.
Um gélido calafrio ainda se escondia nos olhos azuis de Charles. Ele olhou para a pequena travessa nos braços dela e disse suavemente: "Não é uma prisão. É para fazê-la refletir — e para impedi-la de tentar qualquer coisa contra a criança novamente."
Diante disso, Jessica também baixou o olhar para a pequena. Ela já tinha chorado até se esgotar e agora dormia profundamente.
A pequena de bochechas gordinhas ainda tinha vestígios de lágrimas. Jessica as limpou delicadamente com a ponta dos dedos. "Você tem razão. Não podemos deixá-la solta. Quem sabe o que mais ela poderia fazer para ferir as pessoas?"
Se mantivessem a Sra. Hensley isolada e a privassem de sua liberdade, isso já seria punição suficiente.
Além disso, Charles a havia removido do cargo de presidente. De agora em diante, fosse na Residência Hensley ou na empresa, era ele quem dava as ordens.
De volta à Residência Hensley, Jessica entregou a menina à especialista em cuidados infantis para alimentá-la.
No caminho para casa, eles já haviam verificado. A Sra. Hensley não havia machucado a criança; ela não tinha ferimentos.
Assim que retornou a um ambiente familiar, a menina finalmente se acalmou. Depois de comer, ela se animou, sorrindo sem parar para Jessica e balbuciando: "Mamãe... Mamãe..."
Jessica não sabia o porquê, mas ouvir aquele "Mamãe" repetidamente mexia com seus sentimentos, como na primeira vez em que Arthur a chamou de mãe.
"Você é uma menina tão boa." Ela não resistiu e beijou a bochecha da pequena.
A pequena estendeu os bracinhos curtos pedindo um abraço, e Jessica a pegou no colo.
"Eu não quero fazer o teste." Ela recusou por instinto, com o rosto tenso.
Charles compreendeu. Ele segurou os ombros dela, virando-a para encará-lo. "Eu sei que você tem medo de se decepcionar. Mas se fizermos o teste, há pelo menos cinquenta por cento de chance de ela ser nossa."
A dor de perder a filha nunca havia desaparecido. Era uma ferida que não cicatrizava.
Por isso, ela não ousava tocar no assunto. Não ousava pensar em nada relacionado ao bebê.
Como agora — ela recuava, temendo o impacto caso a esperança morresse.
"Não. Não quero testes nenhuns." Ela continuava balançando a cabeça negativamente.
Charles apertou levemente o queixo dela, forçando-a a encontrar seus olhos. "Jess, você não quer que ela seja nossa filha?"
A emoção oscilou em seu olhar. "Querer não muda nada. O quê, se eu me iludir o suficiente, ela magicamente se torna o bebê que eu não pude manter?"
"É por isso que estou dizendo para fazer o teste. Não é autodelírio. É encarar a realidade." Ele fez uma pausa e acrescentou: "E lembre-se — tudo isso foi arquitetado pela minha irmã. É possível que o cirurgião daquela época estivesse na folha de pagamento dela."
Jessica congelou. Ela nem sequer havia considerado essa possibilidade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....