Depois de ouvir o oficial, Flint percebeu que a punição não era tão pesada. O problema era que lidar com Jim não seria nada fácil.
Como previsto, antes que ele pudesse falar, Jim disse ao oficial: "Se não me falha a memória, de acordo com as leis de trânsito, mesmo que o condutor culpado não vá para a prisão, ele ainda deve ser detido por um período para aprender as regras."
"Existe tal cláusula. Depende se a vítima o solicita", afirmou o oficial.
Os lábios de Jim se curvaram em um sorriso de escárnio. "Para alguém com nenhum senso das leis de trânsito, ela precisa de uma lição adequada."
O sorriso de Yolanda desapareceu. Ela lançou um olhar furioso para Jim. "O que isso quer dizer? Você quer que me tranquem? Por quê?" Quem ele pensava que era?
Jim soltou uma risada fria. "Porque eu sou a vítima que você atropelou. Alguns dias de detenção, não prisão. Isso já é ser generoso."
"Detenção... por quantos dias?" O medo de Yolanda voltou com força.
"Dada a gravidade da situação, seriam quinze dias", respondeu o oficial.
"O quê? Isso é meio mês! De jeito nenhum!" Ela se agarrou ao braço de Flint, com o rosto desmoronando em desespero. "Flint, eu não quero a detenção! Isso é basicamente ser presa!"
Flint lançou um olhar gélido para Jim. Se Jim não tivesse mencionado a detenção, ela não seria detida. Ele sabia que Jim não os deixaria escapar facilmente.
"Se pagarmos uma multa maior, podemos evitar a detenção?" Flint perguntou.
"Não", respondeu o oficial categoricamente.
"Flint, eu não quero isso... por favor, pense em algo." Yolanda estava à beira das lágrimas.
"O que eu posso fazer? Você causou essa confusão. Você que lide com isso." Ele não poderia exatamente implorar a Jim, poderia?
Elise não estava tentando interceder por Yolanda, mas quinze dias pareciam um pouco excessivos. Ela se voltou para Jim. "Ela é uma moça jovem. É a primeira infração. Pegue leve com ela. Três a cinco dias — ela aprenderá as regras. O que você acha?"
Jim olhou para ela, um lampejo de zombaria naqueles olhos azuis profundos. "Você está implorando por ela ou tentando negociar comigo?" Como se houvesse algo a ser negociado entre eles.
Elise baixou o olhar, em silêncio por alguns segundos, e então disse suavemente: "Considere como se eu estivesse implorando por ela."
"Heh." O riso repentino de Jim pingava escárnio.
"Elise, você não precisa implorar por ela", Flint disse imediatamente.
Ela permaneceu em silêncio, mas Yolanda entrou em pânico e respondeu por ela: "Ela pode aceitar isso!"
Yolanda cutucou Elise com o cotovelo e sibilou: "Você já é uma celebridade de qualquer maneira. Apenas faça esse trabalho para ele. Se você me ajudar desta vez, eu... eu permitirei que você continue morando na casa do Flint." Ela honestamente achava que estava sendo generosa.
Os olhos de Jim se estreitaram com as últimas palavras. Ele encarou Elise friamente. "Você mora com ele?" Bastou um piscar de olhos e ela já estava vivendo sob o mesmo teto que Flint?
"Isso mesmo. Elise está morando comigo agora", Flint respondeu por ela, puxando-a para o seu lado. Encarando Jim sozinho, ele declarou: "Ela não aceitará sua condição e certamente não será sua porta-voz de graça."
Os olhos de Jim tornaram-se gélidos como a própria morte enquanto ele apontava para Yolanda. "Então ela que vá para a cela." O tom calmo escondia um frio que cortava até os ossos.
A mandíbula de Flint se contraiu. Ele estava entre a cruz e a espada.
"Flint, eu não quero ser presa. Apenas deixe que ela seja a porta-voz, está bem? Não vai custar nada a ela!" Yolanda não conseguia entender por que ele tomava o partido de Elise com tanto afinco.
Flint cerrou os punhos, rangendo os dentes, recusando-se a olhar para ela. Sua voz baixou, firme e sombria. "Não significa não. Você foi imprudente e causou isso. Você enfrenta as consequências." Ele não permitiria que Elise implorasse a Jim — de jeito nenhum.
"Você... você mudou!" Yolanda olhou para ele entre lágrimas, engasgada com a raiva e a mágoa. "Você costumava pensar em mim primeiro. Agora está me ignorando por causa dessa mulher e quer me ver em uma cela. Eu prefiro morrer!" Com isso, ela explodiu em soluços e investiu contra a parede para bater a cabeça.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....