Jessica estava tão frustrada quanto. Na noite passada, na Mansão Hensley, Hugh havia ultrapassado os limites com ela. Ela estava pegando o notebook no momento, e durante a confusão, ele caiu no chão. De manhã, percebeu que estava completamente quebrado.
“Sim, quebrou ontem à noite na casa. Já mandei consertar. Quando estiver pronto, vou entregar os rascunhos do projeto.”
“Hmph. Se não consegue fazer, é só falar. Não precisa inventar desculpa para se livrar!” Marianna ainda estava cheia de ressentimento.
Ela tinha expulsado Jessica, mas Charles havia ido embora com ela e agora os dois até moravam juntos fora da Mansão Hensley!
“Não pode ser honesta? Admitir que não conseguiu terminar os projetos. Tenho certeza de que a tia Marianna entenderia”, Hugh entrou na conversa, com tom de deboche.
Jessica lançou a ele um olhar furioso. “Foi você quem causou tudo isso! Se não tivesse feito aquela cena nojenta ontem à noite, meu notebook não estaria quebrado!”
Quando a discussão estava esquentando de novo, Charles interrompeu com voz firme: “Chega, os dois!”
O ambiente ficou em silêncio, e Marianna rapidamente se voltou para ele. “Você me prometeu. Se a Jessica não entregasse os projetos hoje, você a demitiria.”
O coração de Jessica afundou. Ela lançou um olhar para Charles. Será que ele realmente cumpriria?
Hugh sorriu com arrogância, convencido de que o fracasso era o fim dela.
Mas Charles não respondeu de imediato. Olhou para a mão enfaixada de Jessica, com uma expressão difícil de decifrar. Então falou, calmo e distante. “Você está fora do projeto Montara Plaza. Foque em outros projetos com o restante da equipe.”
Depois, virou-se para Hugh, e o tom ficou vários graus mais grave. “Como diretor de design, você também é responsável. Está afastado da sua posição. Vá para o departamento de logística. Aprenda as regras da empresa direito antes de fazer qualquer outra coisa.”
O rosto de Hugh ficou sério. Seria isso uma demissão?
Jessica piscou, atônita. Ela não tinha sido demitida.
Esse não era o desfecho que Marianna esperava. Ela protestou na hora: “Charles...”
Ele se levantou de repente. “Chega. Isso termina aqui. Tenho um cliente importante para atender. Todos, de volta ao trabalho.” Fez sinal para o assistente e saiu do escritório.
As palavras de Marianna morreram no ar. Ver Charles defender aquela mulher com tanta firmeza a enfureceu.
Enquanto ele se afastava, Jessica também se virou para sair, mas Marianna chamou, com voz fria: “Você! Venha comigo.”
Jessica percebeu o olhar dela... Sério e confrontador. O coração afundou. Será que Marianna ia enfrentá-la de frente?
O que Marianna não conseguia aceitar era aquela briga. Ela havia criado Charles, visto ele crescer e nunca ele levantou a mão com raiva, muito menos por causa de uma mulher. E dessa vez, contra o próprio sobrinho?
Para ela, Jessica era só problema, pronta para destruir tudo que ela tentou proteger.
Como podia assistir o irmão, pelo qual tinha tanto carinho, ser destruído por uma mulher qualquer?
“Você não viu as imagens das câmeras?” Jessica a encarou. “Nenhum homem decente fica assistindo a esposa ser importunada por alguém, mesmo que seja da família, e não faz nada.” Ela não entendia como alguém como Marianna, normalmente tão racional, podia ser tão cegamente preconceituosa com ela.
Marianna bufou. “Tá bom. Vamos deixar isso de lado. Mas e há cinco anos? Você estava com o Hugh por dinheiro, não é? Implorou para ele ajudar seu pai moribundo, e depois o traiu no casamento. Como nossa família pode aceitar alguém assim?”
O rosto de Jessica caiu quando seu pai foi mencionado. “Foi a Sra. Sparrow quem contou isso ou você mandou alguém fuçar meu passado?”
Agora tudo fazia sentido para ela entender o desprezo. Seu passado complicado facilitava a ideia de que tinha segundas intenções com Charles.
“Você não precisa saber disso”, Marianna respondeu, friamente.
Jessica fechou a mão em punho ao lado do corpo. Tinha que ser a Jane. Ela devia ter falado mal dela para Marianna, senão esse preconceito tão profundo não existiria.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....