Um caco de vidro cortou a palma de sua mão. O ferimento não era profundo, mas era extenso, fazendo com que o sangramento não parasse.
Nan Qing fez o curativo, e ele sequer estremeceu. Quando ela aplicou o desinfetante na ferida, ele não esboçou qualquer reação. Seria ele realmente imune à dor?
Mal sabia ela que, naquele momento, para o Sr. Nielsen, a angústia em seu peito doía muito mais do que qualquer corte na pele.
Ele pensara que, por mais que a Srta. Elise o desprezasse, pelo bem da filha deles, ela não assinaria a rescisão.
Mas ele perdeu aquela aposta. Ela preferia se afastar dele a lutar pela custódia da filha.
“Sr. Nielsen?” A voz de Nan Qing soou perto de seu ouvido, trazendo-o de volta à realidade. Ele finalmente olhou para ela.
Ela o observava, preocupada. “Sr. Nielsen, terminei o curativo. Sente algum desconforto em outro lugar?”
Ele ergueu a mão e viu que ela a havia enfaixado com perfeição.
Ela era sempre meticulosa e ágil. Poderia confiar qualquer tarefa a ela sem nunca precisar se preocupar.
Com ela e Clay por perto, ele conseguia respirar com mais facilidade.
Ele fixou o olhar nela, silencioso e constante, até que Nan Qing começou a se sentir inquieta. “Sr. Nielsen, o que houve?”
Talvez fosse a bebida. Talvez ele estivesse apenas amolecido por uma vez. O homem que costumava ser frio como gelo estendeu a mão e, delicadamente, colocou uma mecha solta de cabelo atrás da orelha dela.
O fôlego de Nan Qing vacilou. Seu coração martelava tão forte que parecia prestes a explodir.
Ele nunca a havia tratado com tamanha ternura.
Quando ele falou, sua voz soou rouca, baixa e magnética. “Há quanto tempo você está ao meu lado?”
Nan Qing não entendeu o porquê da pergunta. Ela refletiu por um instante. “Quatro... talvez cinco anos.”
“Quatro ou cinco anos?” O Sr. Nielsen estreitou os olhos, pensativo. Talvez fizesse realmente tanto tempo.
Cinco anos atrás, ela tinha vinte e cinco, uma jovem em seu auge. Agora tinha trinta, uma mulher feita.
“Você ficou comigo por tanto tempo... por que nunca pensou em ir embora?” Ele olhou para o rosto dela — não havia mais vestígios da ingenuidade juvenil. Seus olhos estavam um pouco vagos, como se olhasse para ela, mas enxergasse através dela.
Nan Qing ficou confusa. “Por que eu iria embora? O senhor me trata bem. Os benefícios são os melhores. Não tenho motivos para abandonar um emprego tão bom.”
“Eu trato você bem?” O Sr. Nielsen apegou-se àquelas palavras, soltando uma risada seca. “Como eu trato você bem?” Na maioria dos dias, ele apenas lhe dava ordens. Raramente falava de outra coisa e nunca perguntava sobre a vida dela.
Enquanto a filha estava na escola, a Srta. Elise reuniu tudo o que era seu na casa do Sr. Nielsen e colocou em malas.
Ela pensara que não tinha muita coisa. Mas, assim que começou, parecia interminável — itens não paravam de aparecer.
O closet abrigava pilhas de roupas novas, ainda com etiquetas. Todas feitas sob medida para ela por ordens do Sr. Nielsen.
Ele dissera que a mulher dele deveria ter algo novo para vestir todos os dias.
Desde que ela se mudara, ele adicionara tantas coisas para ela. Tudo novo.
Ela não havia notado antes. Só agora percebia o quanto ele lhe dera — como se tivesse planejado que ela ficasse ali para sempre.
Uma pontada de aperto atingiu seu peito. Estranho. Não deveria ela estar feliz por deixar a gaiola que a prendia?
Então por que, de repente, doía tanto?
A Srta. Elise afastou a melancolia que sentia não ter o direito de sentir. Levou o que precisava. O que não era dela, deixou para trás.
“Mamãe, você voltou!” A porta do quarto se abriu — e Flora chegou em casa naquele exato momento!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....