— Pelo menos não agora — murmurou ela.
Ele soltou uma risada baixa — suave e agradável aos ouvidos. Para ela, aquilo era pura provocação.
— O que é tão engraçado? — Ela franziu a testa, confusa.
Charles inclinou-se e mordiscou o lábio dela. — Bobinha, nosso quarto tem isolamento acústico. Mesmo que você grite, ninguém lá fora ouvirá nada.
As bochechas de Jessica ficaram rosadas. — C-Como eu saberia disso?!
— Ah? Você não sabia? — Ele fez uma pausa proposital, inclinou-se em seu ouvido e provocou: — Então, mais tarde… sinta-se à vontade para gritar.
— Você… — Ela moveu-se instintivamente para empurrá-lo, mas ele foi mais rápido, selando sua boca novamente. Seu beijo era feroz e implacável. Ela não conseguia lutar contra aquilo.
Ela nem soube como aconteceu — foi tomada como uma cidade invadida.
Sim. Os homens realmente pensam com o que está abaixo do cinto...
Ao amanhecer, depois de ele a ter mantido acordada a maior parte da noite, Jessica ainda não conseguia despertar, e Fiona já havia chegado.
Jessica foi arrancada do sono pelos soluços de uma mulher. Ela abriu os olhos — o lado dele na cama estava vazio.
O choro vinha em rajadas sufocadas, com vozes que ela não conseguia captar direito.
Então a ficha caiu: o quarto de hóspedes ao lado da suíte master. A Sra. Rice estaria chorando? Aconteceu algo com Penelope?
O pensamento a fez sentar-se abruptamente. Ela esqueceu a dor por todo o corpo, praguejou contra aquele homem em voz baixa e forçou-se a sair da cama para ver o que estava acontecendo.
Ela nem parou para se perguntar por que se importava tanto com aquela criança.
A suíte master dava para a sala de estar. Assim que ela abriu fresta da porta, os soluços ficaram claros — e não eram da Sra. Rice. Eram de Fiona.
Pelo som, ela parecia arrasada.
— Por que você está chorando tanto a esta hora da manhã? — Jessica perguntou, perplexa.
Fiona limpou as lágrimas e fungou. — Desculpe… Eu te acordei?
Ela observou o robe de Jessica, os longos cabelos pretos caindo pelas costas e aquela aura preguiçosa de quem acabou de acordar.
— Sim, não se preocupe e vá ficar com sua mãe. Eu posso cuidar da Srta. Penelope. E se eu não conseguir, o Sr. Hensley e a Srta. Scott estão aqui. A Srta. Penelope gosta deles — disse a Sra. Rice, tentando acalmar.
Fiona arriscou um olhar para o casal — uma cena doce o suficiente para arder. Ela engoliu o ciúme e sussurrou: — Srta. Scott, por favor, cuide da nossa Penelope.
O sorriso de Jessica inclinou-se, não muito gentil. — Não é assim que se diz. Ela é filha do Charles, o que a torna minha. Cuidar da minha própria filha não é um incômodo.
Ela queria que Fiona entendesse: dar à luz um filho de Charles não significava que ela tivesse qualquer direito sobre ele.
O rosto de Fiona retesou-se, mas ela não ousou discutir. Abaixou a cabeça. — Você está certa.
— Penelope, a mamãe vai ao hospital ajudar a sua vovó. Venho te ver em alguns dias. Comporte-se, ok? Especialmente ouça o seu papai. Não dê trabalho a ele — ele é ocupado, entendeu? — Fiona disse docemente à criança.
Jessica não pôde deixar de pensar que Fiona realmente protegia Charles.
...
Fiona estava fora há três dias. Nesse tempo, a Sra. Rice ficou no quarto de hóspedes com Penelope.
Jessica ajudava quando podia. Charles mantinha seu horário normal de trabalho e, quando chegava em casa, acalmava a criança. Era óbvio que Penelope era mais apegada a ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....