Jessica o encarou, claramente irritada. “Você fez isso de propósito?”
Hugh focou na mão queimada dela e respondeu: “Não sou tão doentio assim.”
“Então por que ainda está aqui? E por que estava parado bem atrás de mim com café?” Quanto mais ela pensava, mais suspeito aquilo parecia.
“Vi que estava trabalhando até tarde e pensei em trazer um café para você.”
Jessica soltou uma risada fria e puxou a mão para trás. “Guarde essa falsidade. Aposto que só quer atrapalhar meu rascunho do projeto!”
Hugh fingiu não ouvir. Desligou a água, pegou um tubo de pomada para queimaduras no kit de primeiros socorros e começou a aplicar cuidadosamente na mão dela.
Movia-se com habilidade, o que só deixava Jessica mais desconfortável.
“Você é o diretor de design. Não pense que só porque teve um erro no rascunho, está livre da culpa”, ela disse, a voz ficando mais dura. Tentou pegar a pomada para fazer ela mesma.
Ele desviou da mão dela com facilidade e finalmente olhou para ela. “Não se mexa, a menos que queira piorar essa queimadura e não venha chorar para mim depois.” Ele ainda evitava falar do rascunho.
Sério? Que irresponsabilidade era aquela?
“Ah, se piorar, não pense que vai escapar das contas do médico”, ela avisou.
Ele hesitou por um instante. “Então pare de se mexer”, resmungou, aplicando a pomada.
Jessica tentou aguentar a dor, mas a queimadura já estava inchada. Não conseguiu evitar um sussurro de dor. “Pode ser um pouco mais delicado?”
Nesse momento, Charles entrou no departamento de design. Não esperava encontrar aquela cena na porta da copa: Jessica e Hugh próximos, a mão dela na dele.
O rosto dele ficou sério instantaneamente, os olhos negros lançando um olhar frio.
“O que vocês estão fazendo?” Sua voz profunda cortou o ar vindo da entrada.
Jessica estremeceu. O coração disparou. Virou-se rapidamente e viu Charles de pé, vestido com um terno sob medida, parecendo uma nuvem de tempestade.
“Sr. Hensley?”, ela gaguejou, assustada pelo olhar penetrante. Instintivamente tentou puxar a mão, esquecendo da queimadura. A dor aguda a fez prender a respiração.
Hugh, completamente indiferente à presença de Charles, até riu. “Eu avisei para não se mexer. Agora está sentindo, não está?”
Jessica lançou um olhar furioso. “Isso é tudo culpa sua! Se minha mão ficar inutilizada, você vai assumir total responsabilidade!”
“Com prazer. Vou cuidar bem de você”, disse ele, com um sorriso irritante.
Jessica teve vontade de apagar aquele sorriso da cara dele.
Ela voltou-se para Charles e explicou rapidamente: “Me queimei com café quente. Ele só estava ajudando a passar a pomada.”
Logo desapareceram no elevador, deixando Hugh sozinho.
O sorriso falso sumiu do rosto dele, e sua mão se fechou em punho.
Charles ainda não soltava a mão de Jessica no estacionamento. O rosto dele era impossível de ler, e suas longas pernas avançavam rápido e firmes. Ela teve que correr um pouco para acompanhá-lo.
Ela olhou para ele, tentando entender sua expressão. Parecia chateado. Mas o que ela tinha feito?
Dentro do carro, Charles finalmente soltou a mão dela. Jessica encarou o perfil dele, sentindo o ar pesado entre os dois.
Perguntou baixinho: “Está tudo bem?”
“Eu te disse para refazer o rascunho do projeto, não para flertar com o Hugh”, respondeu frio.
Jessica franziu a testa. “Não está acontecendo nada entre nós.”
Sério, o que havia de errado com ele? Ele sabia muito bem que ela não suportava Hugh. De onde tirou a ideia de que estavam flertando?
“Não esqueça”, disse ele pesadamente, interrompendo-a: “Você é minha esposa agora. Entre você e ele nunca vai haver possibilidade.”
Jessica ficou sem palavras. Fitou a expressão séria dele, sentindo uma onda repentina de frustração que não conseguia explicar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....