Charles finalmente percebeu Tina a poucos passos de distância, seus olhos se estreitando com intensidade. "O que você acabou de dizer? De quem você mandou ele destruir o rosto?"
Tina olhou diretamente para ele. Ele não vê que estou sangrando?
Por que ele só se preocupa com Jessie e me ignora completamente?
Ela cerrou os dentes, a fúria distorcendo seus traços. "Quero destruir o rosto da Jessie, é claro! Assim que eu acabar com aquela carinha bonita dela, você vai se livrar dela, não vai?"
A expressão de Charles ficou fria. Ele não conseguia acreditar até onde Tina tinha ido. Ela se arrastou até o quarto do hospital de Jessica, sangrando e fraca, só para marcá-la para sempre.
"Você perdeu o juízo?" ele disparou. "Você está sangrando. Quer morrer?"
"Exatamente." Tina encarou-o, os olhos ardendo com uma determinação implacável. "Não quero mais viver! Eu já te disse, você é meu. Se eu não posso ter você, ninguém pode!"
Ela o havia moldado à perfeição, cada detalhe — e, na cabeça dela, isso significava que ele pertencia só a ela.
Charles balançou a cabeça. "Você está louca! Se quer viver, chame um médico agora!" Ele não queria vê-la morrer ali na sua frente.
Mas Tina apenas zombou. "Você vai ver. Assim que eu destruir o rosto dela, você não vai querer mais ela..."
Jessica olhou para Tina, horrorizada com o quanto ela havia se transformado.
"Você está enganada," Charles disse com calma, posicionando-se à frente de Jessica. "Não vou deixar você machucá-la de novo. E além disso... Eu amo ela, não o rosto dela."
Jessica já tinha dito essas palavras antes, mas Tina não acreditara. Ouvi-las agora, da boca de Charles, quebrou o último resquício de controle que Tina tinha. Raiva e desespero tomaram conta dela, e então ela cuspiu sangue.
Sua respiração ficou rasa e acelerada, como se pudesse desmaiar a qualquer momento.
"Senhorita Truman!" Norman correu para o lado dela, o pânico estampado no rosto. "Aguente firme, senhorita Truman. Vou chamar um médico agora!" Ele saiu disparado do quarto.
Jessica e Charles trocaram um olhar. Tina realmente não parecia que aguentaria muito mais. Mas antes que qualquer um deles pudesse se mover, Tina de repente alcançou atrás da cadeira de rodas e puxou um galão de gasolina.
Ainda tremendo, ela despejou cada gota pelo chão.
Seu riso era áspero, quase insano. "Ha... Eu sei que estou morrendo mesmo. Então por que não levar vocês dois comigo?"
Jessica congelou por um instante antes de pular da cama e ajudar Charles a se acomodar na cadeira de rodas.
Não havia mais como conversar com Tina — eles precisavam sair dali.
Mas então Tina sacou um isqueiro, respirando com dificuldade. "Vocês não vão escapar. Se eu vou morrer, todos nós vamos juntos!" Ela acendeu e jogou no chão.
No instante em que a chama tocou a gasolina, o fogo explodiu para cima. Em menos de um segundo, o quarto inteiro foi tomado pelas chamas.
"Charles, o que fazemos?!" Jessica gritou, o pânico inundando seu peito. Ela não queria morrer ali — ainda mais com uma louca!
Tina perdeu completamente o controle!
Tentou girar a cadeira, forçando-a em direção à porta. Mas antes que pudesse se mover, as chamas alcançaram suas roupas.
"Ahhh!" O grito que saiu dela era puro sofrimento, do tipo que faz o sangue gelar.
Quando Charles e Jessica chegaram à porta, o fogo ainda não havia alcançado ali.
Instintivamente, eles olharam para trás e viram Tina completamente envolta pelas chamas. Seu corpo inteiro ardia.
"Keanu... você não pode me deixar!" ela gritou através do fogo. "Se fizer isso, vou te assombrar para sempre!" Sua voz se quebrou e virou um uivo de dor.
Os dois ficaram paralisados de choque, sabendo que já era tarde demais para salvá-la.
O fogo furioso tomou conta do quarto do hospital. Se Charles não tivesse levado Jessica rapidamente, eles também não teriam escapado.
Jessica olhou para Tina, agora uma tocha humana lutando nas chamas, soltando gritos horripilantes.
"Keanu... volte... Mesmo como fantasma, ainda serei sua..."
Os gritos de Tina eram desesperados e roucos, desaparecendo completamente no inferno de fogo.
Jessica assistiu, impotente, enquanto Tina era consumida pelas chamas, incapaz de conter um arrepio de medo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....