Jessica finalmente começou a entender o que Charles pode ter enfrentado durante os dois anos em que ela esteve desaparecida.
A chuva batia nas janelas do carro, tornando as ruínas lá fora turvas e difíceis de enxergar.
Ela começou a se sentir perdida, sem saber por quanto tempo mais conseguiria continuar.
Ela não tinha medo de esperar—o que realmente a assustava era a ideia de que ele talvez nunca voltasse.
De repente, seu celular vibrou, tirando-a dos pensamentos. Ela fungou, engoliu a frustração que crescia em seu peito e atendeu: "Alô?"
"Jessie? Você ainda não chegou ao laboratório? Está chovendo muito lá fora. Não se apresse se ainda não saiu." Era seu mentor, Steven.
Desde que ela mencionou o desejo de criar um perfume para induzir o sono, ele largou o emprego na universidade para trabalhar com ela na pesquisa.
"Estou a caminho. Chego logo," ela respondeu.
"Dirija com cuidado, tá? Nada de correr." Steven lembrou gentilmente.
"Sim, eu sei. Até daqui a pouco."
Quando estava prestes a desligar, Steven acrescentou: "Ah, a propósito—vi um e-mail da Mecria na sua caixa de entrada. A Srta. Truman quer te encontrar."
Mecria? Os Trumans?
Jessica ficou intrigada. Ela não conhecia pessoalmente a herdeira dos Trumans. Talvez essa herdeira também estivesse interessada no perfume.
"Entendi. Vou conferir quando voltar."
Depois de desligar, ela lançou um último olhar para as ruínas do outro lado da rua e murmurou: "Charles, onde você está? Está vivo ou se foi?"
Nenhuma resposta veio. Suspirando, ela dirigiu de volta ao laboratório, sentindo-se desapontada.
Quando chegou ao laboratório, a chuva finalmente havia parado.
Ela entrou e viu Steven esperando.
"Você conseguiu chegar? Aquela chuva estava insana. Está tudo bem?" ele perguntou, observando-a atentamente.
Jessica sorriu. "Fui devagar. Nada poderia acontecer naquela velocidade."
Ele se aproximou, analisando-a. "Por que seus olhos estão um pouco vermelhos e inchados? Chorou?"
Seu olhar desviou. Ela tinha derramado algumas lágrimas mais cedo, pensando em Charles.
"Sério? Talvez seja só por ficar acordada até tarde trabalhando no novo perfume. Não tenho dormido muito," ela disse.
Steven notou as olheiras sob seus olhos e brincou: "Trabalhando demais de novo, né? Não vai acabar criando um perfume que faz todo mundo dormir enquanto você perde o sono."
Jessica franziu a testa. E-mail?
"Perfeito. Conversamos mais então."
Ela percebeu o alívio na voz dele e sorriu levemente antes de desligar.
"Alguém quer te encontrar por causa do perfume de novo?" Steven perguntou.
"Sim, provavelmente ouviram que o lançamento está chegando e querem reservar alguns," ela disse brincando. Mas pelo tom de Norman, não parecia tão simples.
Quanto à herdeira dos Trumans, ela não tinha tempo para pensar nisso agora. Precisava ir à fábrica com Steven.
No dia seguinte, Jessica estava ocupada e quase esqueceu do compromisso. Só lembrou quando sua assistente avisou que Norman havia chegado.
Ela saiu do laboratório, tirou o paletó e foi para seu escritório.
Um homem loiro de olhos azuis estava sentado do outro lado da mesa. Só podia ser Norman.
"Você deve ser a Srta. Nielsen. Que bom finalmente conhecê-la," Norman disse. Seu Caelorian era surpreendentemente fluente para um estrangeiro.
"Prazer em conhecê-lo." Jessica apertou sua mão.
Ela o conduziu até o sofá de visitas. Notando que ele estava sozinho, perguntou: "Você disse que a Srta. Truman queria me encontrar. Por quê—"
"Ah, sim. Surgiu algo urgente para a Srta. Truman, então ela me enviou em seu lugar," Norman explicou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....