Jessica franziu a testa ao ver Charles. O que ele estava fazendo ali?
— Arthur, olha! Seu pai veio te ver. Está aqui para comemorar com você e assistir à premiação — disse Sarah, animada.
Jessica entendeu na hora. Só podia ter sido a professora que o chamara.
Levantou o olhar justo no momento em que Charles virou a cabeça. Seus olhares se cruzaram brevemente, e ela conteve a respiração antes de desviar os olhos rapidamente.
— Eu não pedi pra ele vir — murmurou Arthur, com um bico emburrado. Estava claro que a presença do pai não o agradava.
Sarah, sem saber que pai e filho estavam rompidos, achou que fosse apenas birra.
— Arthur, não fale assim com seu pai.
— Ele não é meu pai. Eu não tenho pai — respondeu, convicto, sem medo do que os outros pudessem pensar.
— Não diga essas coisas — repreendeu Sarah com delicadeza, receando que a mãe o repreendesse por não orientar o garoto.
— Mamãe, vamos — disse Arthur, puxando a mão de Jessica, conduzindo-a para dentro.
— Sr. Hensley, o que está acontecendo? — perguntou Sarah, confusa.
— Nada demais, só uma criança teimosa — Charles respondeu com leveza. Não parecia nem um pouco incomodado. Seus olhos estavam fixos nas costas de Jessica enquanto a seguia com Arthur para dentro do auditório.
Apesar das queixas de Arthur, os três acabaram sentados juntos.
Com o menino entre eles, a cena dava a impressão de uma família perfeita.
Jessica então notou: Charles usava camisa branca e calça preta, como ela. Por coincidência, pareciam ter combinado.
Era impossível ignorar. Entre todos os pais, ele se destacava. Alto, imponente, atraía olhares por onde passava. Aquilo a deixava desconfortável e dificultava manter a expressão impassível diante dele.
Logo a cerimônia começou, e era hora de Arthur subir ao palco.
— Mamãe, agora é minha vez — disse ele, empolgado.
— Parabéns — respondeu Jessica com suavidade, beijando a testa do filho.
Ao erguer os olhos, deu de cara com o olhar de Charles, do outro lado. Seu coração acelerou, mas desviou o olhar rapidamente, voltando a atenção para Arthur, como se Charles não estivesse ali.
Mas então sentiu uma respiração quente próxima à orelha. O cheiro limpo e familiar a fez ficar tensa imediatamente.
Instintivamente, se virou — e quase esbarrou no rosto dele, que estava perigosamente perto. Assustada, se afastou bruscamente, criando distância entre os dois.
— Já ouviu falar em espaço pessoal? — resmungou, olhando irritada para o rosto bonito e indevidamente próximo.
O olhar dele permaneceu fixo no dela, como se tentasse atravessar suas defesas.
Após alguns segundos, ele falou com a voz baixa, quase sussurrada:
— Ouvi dizer que você está voltando com o Hugh.
Jessica congelou. Franziu a testa, tentando adivinhar quem teria lhe contado aquilo.
Nem se deu ao trabalho de negar. Em vez disso, respondeu com frieza:
O choque a percorreu feito eletricidade. Ela o empurrou com força instintiva.
Mas ele já esperava a reação. Segurou-a ainda mais firme, colando seu corpo ao dela.
Seu rosto encostou na curva do pescoço dela, inalando o perfume conhecido do qual nunca conseguia se afastar.
O caos ao redor pareceu desaparecer. Dentro daquele abraço, Jessica ficou paralisada, o pensamento embaralhado.
Sua mente girava em confusão, a raiva aumentando a cada segundo.
Droga! O que ele pensa que está fazendo?
Lutou para se soltar, explodindo:
— Me solta, seu idiota!
Mas quanto mais resistia, mais firme era o aperto. A mão dele segurou sua nuca, e no escuro, seus lábios encontraram os dela com precisão.
O coração de Jessica disparou. A respiração descompassou. Charles havia ultrapassado todos os limites.
— Me solta... seu sem-vergonha — ela protestou, lutando com força.
A ideia era repulsiva. Ele era casado com Samantha, podia muito bem estar com outras também. E ali estava ele, no escuro, forçando um beijo.
Detestável.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....