— Sim, a culpa é toda minha. Jamais deveria ter confiado num incompetente como você para criar um veneno!
— Está enganado. Eu deixei de ser médico faz muito tempo.
— Disso eu sei! Você não é médico — é uma piada de mau gosto! — Hugh explodiu. Nem os xingamentos aliviavam sua fúria. No fim, lançou uma ameaça dura:
— É melhor conseguir esse antídoto logo. Se não fizer, vai se arrepender amargamente!
Ele jogou o celular no sofá e passou as mãos pelos cabelos, irritado. Sem o antídoto verdadeiro, todo o seu plano desmoronaria.
Por sorte, sua estratégia incluía entregar apenas metade do antídoto. A outra metade ficaria com ele — era a única forma de manter o controle sobre seu tio.
Samantha caminhava em direção ao quarto de Hugh para perguntar sobre o antídoto, mas parou ao ouvir seus gritos. Especialmente a última frase chamou sua atenção. Ela se aproximou e ouviu o suficiente para entender.
Um sorriso discreto surgiu em seus lábios. Não precisava perguntar mais nada. Não havia antídoto real.
Isso significava que Jessica estava com os dias contados.
No entanto, o que ela menos esperava aconteceu naquela mesma noite — Jessica despertou.
Os médicos correram para examiná-la. Após os exames, um deles anunciou:
— Os sinais mostram que o veneno no corpo da Srta. Nielsen está significativamente enfraquecido. Isso indica que o antídoto está surtindo efeito. Agora é só uma questão de tempo até o organismo eliminá-lo completamente.
— Isso é maravilhoso! Jessica, graças a Deus! — exclamou Selene, aliviada, segurando com força a mão da amiga. Ela mal tinha comido ou dormido, consumida pela preocupação.
Jessica ainda se sentia fraca. Sua mente estava enevoada, mas conseguiu esboçar um sorriso.
— Não se preocupe com nada. Eu estou aqui. Vou cuidar da sua recuperação — disse Jim, do outro lado, apertando gentilmente sua mão.
Ela se virou para ele, devolvendo um sorriso leve. Sentia-se aquecida por tanto carinho ao seu redor.
Pelo canto dos olhos, notou uma figura alta próxima à cama. Virou a cabeça devagar e viu Charles. Seu rosto belo mantinha uma expressão séria, difícil de decifrar.
Ele não disse nada. Seus olhos não revelavam emoção alguma.
Será que era por causa da presença dos outros? Ou ele simplesmente não demonstrava sentimentos com facilidade?
Seus lábios estavam secos. Com a voz rouca, Jessica murmurou o nome dele:
— Charles...
As mãos dele se fecharam com força. O maxilar travou. Quando respondeu, a voz era fria e distante:
— Você acordou. Agora descanse. — E saiu do quarto sem olhar para trás.
Jessica o seguiu com os olhos, observando sua figura desaparecer. O sorriso em seus lábios apagou-se lentamente.
Confusa, olhou para o irmão.
Tirou um maço de cigarros do bolso. O desejo de fumar crescia a cada dia.
Acendeu o isqueiro, observando a chama dançar. Mas, de repente, tudo pareceu vazio. Guardou o cigarro de volta.
Permaneceu ali em silêncio por um bom tempo, mas não teve coragem de entrar novamente no quarto.
Jessica ainda estava frágil e passava os dias deitada, recuperando-se aos poucos.
Selene lhe contou que os sequestradores haviam injetado veneno em seu corpo, e foi isso que a deixou desacordada por tanto tempo.
— Esses desgraçados... — disse Selene, revoltada. — Quando forem pegos, vão pagar por tudo!
— Eles ainda não foram encontrados? — Jessica se surpreendeu.
— Não. — Selene suspirou enquanto descascava uma maçã. — Foram espertos. Disseram que só entregariam o antídoto se parássemos de procurá-los. — Ela abaixou a voz e se inclinou. — Mas Jim só aceitou por fachada. Assim que tivermos certeza de que você está bem, ele vai caçar todos eles até o fim.
Jessica abaixou os olhos. Talvez fosse por estar ainda fraca, mas seu ânimo estava apagado.
Nesses dias, apenas Jim e Selene vinham visitá-la. Até Arthur aparecera na véspera. Mas Charles... ela só o viu no dia em que acordou. Desde então, ele não voltou.
Disseram que estava ocupado com trabalho.
Mas, por mais ocupações que tivesse, ele não deveria ter aparecido nem por um instante? Nem para dizer uma única palavra?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....