Charles virou-se devagar e encarou Hugh com um olhar afiado, cada palavra carregada de desconfiança.
— Seus ferimentos não são graves. Então por que não está no seu quarto? O que veio fazer aqui?
— E-eu estou bem. Só fiquei preocupado com ela — Hugh engoliu seco antes de continuar. — Não faço ideia do que aqueles sequestradores fizeram. Só queria saber se Jessica está fora de perigo.
Pelo jeito que falava, realmente tentara defendê-la e acabou apanhando. Não parecia saber de nada além disso.
— Jessica ainda não acordou — Samantha respondeu num tom suave. — Os médicos não conseguiram identificar o que ela recebeu. Estão tentando entender o quadro.
Ela trocou um olhar rápido com Charles.
— O quê? Ela ainda está inconsciente? — Hugh ficou visivelmente abalado.
— Você teve coragem desta vez — Selene comentou, com um misto de ironia e sinceridade. — Enfrentar sequestradores por ela… ousado, hein?
O olhar de Hugh brilhou por um instante, mas ele manteve a postura.
— Ela vai entrar para a família. Não podia ficar de braços cruzados.
— Família? — Selene arqueou a sobrancelha com sarcasmo. — Não mais. Seu tio acabou de se casar com outra pessoa.
Hugh fingiu surpresa com perfeição.
— Como é? Com quem ele se casou?
— Com ela — Selene respondeu, lançando um olhar duro para Samantha. — Sua nova tia.
Hugh arregalou os olhos com um choque estudado.
— Samantha? Como você pôde…?
Samantha, por dentro, reconheceu a habilidade dele em fingir. Era quase convincente demais.
Com um ar tímido, ela abaixou o olhar e tocou o anel de diamante no dedo.
— Sim… nós nos casamos.
Selene explicou tudo o que tinha acontecido, esperando que Charles interrompesse e esclarecesse. Mas ele permaneceu frio, calado, sem corrigir nada. Não negou. Não justificou. Seu silêncio fazia tudo parecer real.
Será que ele realmente tinha escolhido Samantha?
E quando Jessica acordasse… o que aconteceria?
...
Naquela noite, algo mudou.
Jessica, imóvel há horas, de repente se mexeu. A enfermeira ao lado dela empalideceu e apertou o botão de chamada imediatamente.
Charles dormia no sofá, a cabeça apoiada na mão, mas saltou no mesmo instante ao ouvir o alarme. Correu até a cama.
— O que houve? — Sua voz saiu tensa, profunda.
— S-senhor Hensley, eu… não sei! — a enfermeira gaguejou.
Charles se aproximou para examiná-la e então viu — sangue escorria pelo canto dos lábios dela.
Na mesma hora, seu rosto perdeu a cor.
Ele se jogou ao lado da cama, pegando a mão de Jessica entre as suas, o tom de voz falhando de medo:
O médico-chefe hesitou, escolhendo bem as palavras.
— Pelos exames, podemos afirmar que ela foi injetada com algum tipo de toxina de ação lenta. Só quem criou esse composto poderia saber exatamente o que é — e só essa pessoa pode produzir um antídoto.
— Veneno?! — Jim perdeu o fôlego. Jessica tinha sido envenenada.
Charles não falou nada. Seu rosto era uma máscara fria de fúria silenciosa. As veias do braço se destacavam, tamanha era a força com que cerrava o punho.
Ele queria destruir quem quer que tivesse feito isso.
— Vocês são médicos! Não existe tratamento? — Jim perguntou, desesperado.
O médico balançou a cabeça, preocupado.
— Este veneno foi criado deliberadamente. A estrutura é complexa. Recomendo trazer especialistas em toxinas raras. É sua melhor chance.
— Chamem todos que forem necessários. Agora! — Jim pegou o telefone sem hesitar.
Charles pediu a Flint o mesmo — reunir os melhores especialistas o mais rápido possível.
As horas seguintes foram uma corrida contra o tempo. Quando o sol já estava alto, vários especialistas estavam reunidos no hospital. Examinaram Jessica repetidas vezes.
Perto do meio-dia, os médicos retornaram com rostos ainda mais pesados.
— Infelizmente, confirmamos — disse um deles. — É um veneno de ação lenta. Ele vai deteriorando o organismo pouco a pouco. O sangramento pode se manifestar pela boca, nariz, ouvidos… e sem antídoto, a toxina continuará se espalhando até levar à morte.
Charles fechou os olhos por um instante, como se contivesse um furacão interno.
Quando os abriu, eram os olhos de um homem pronto para destruir o mundo inteiro se fosse preciso para salvar a mulher que amava.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....