Ela havia colocado um lenço no pescoço de propósito naquela manhã, tentando esconder as marcas deixadas pelo aperto forte.
A dor havia diminuído, mas sua voz ainda carregava certa rouquidão.
Sentando-se à frente dele, ela fez um leve aceno. “Sim, já melhorou bastante”, respondeu, colocando os esboços de design sobre a mesa diante dele.
Charles lhe lançou um rápido olhar antes de pegar os papéis. Seu olhar concentrado enquanto os examinava o tornava ainda mais atraente, cativante em sua seriedade.
Uma batida na porta interrompeu o momento. Sem tirar os olhos dos papéis, Charles murmurou com desdém: “Entre.”
Mavis entrou, trazendo duas xícaras de café fumegante. Normalmente, essa seria uma tarefa para Miles, mas ela havia insistido em trazer.
“Sr. Hensley, seu café”, disse, colocando uma xícara diante dele, lançando um olhar sutil em sua direção.
Charles, ainda concentrado nos esboços, parecia não notar a presença dela. Toda sua atenção permanecia fixa nos papéis.
O olhar de Mavis se apagou.
Será que ele realmente é tão indiferente a mim? Ainda assim, sou filha da família Kelner, criada com todo cuidado e atenção.
Mavis nunca tinha sido tratada daquele jeito antes. A frustração e a mágoa cresceram dentro dela e, ao entregar a segunda xícara para Jessica, seu foco vacilou por um instante. O café escorreu pela borda.
“Ah...!” Jessica exclamou, o líquido quente derramando em seu colo, fazendo-a se encolher de dor.
O café queimou sua coxa, a ardência subindo pela pele, deixando-a pálida de desconforto.
Antes que Mavis pudesse reagir, uma força por trás a empurrou de lado. Num piscar de olhos, Charles se moveu com surpreendente rapidez, passando por ela e cruzando a sala.
Sem dizer uma palavra, ele pegou Jessica nos braços, o olhar sério ao ver a mancha do café se espalhando por sua coxa. Sem hesitar, a carregou em direção ao banheiro.
Mavis ficou parada, atônita, observando com os olhos arregalados enquanto ele saía apressado, segurando a mulher de forma tão protetora. Será que estraguei tudo?
Dentro do banheiro, Charles posicionou Jessica sob o chuveiro, deixando a água fria cair sobre ela, lavando o calor escaldante do café.
A princípio, o foco de Jessica era a dor da queimadura, os pensamentos turvos pelo incômodo. Mas, à medida que a dor diminuía, sua atenção começou a se voltar para o ambiente ao redor.
Ela usava uma calça branca e uma camisa combinando e, à medida que a água encharcava o tecido, ele se tornava quase transparente.
A visão a constrangeu, sua pele estava visível sob a roupa molhada, e suas peças íntimas mal eram escondidas.
O olhar de Charles se demorou sobre sua coxa exposta.
Um rubor profundo espalhou-se por seu rosto, e ela rapidamente estendeu a mão, pegando o chuveirinho das mãos dele. “E-Eu posso cuidar disso sozinha. V-Você já pode sair.”
Será que ela derramou o café de propósito para criar essa situação?
Ele está mesmo me demitindo?
O olhar de Charles era cortante enquanto a encarava, a voz sem um pingo de calor. “Talvez você ainda não tenha percebido, mas quem comanda essa empresa agora sou eu, não ele.”
Mavis não conseguiu responder. Seus olhos se encheram de lágrimas, mas nenhuma palavra saiu.
“Quer que eu chame a segurança pra te tirar daqui?”, ele perguntou, a paciência visivelmente no limite.
Se não fosse por meu pai, eu faria ela pagar pelo que fez com Jessica. Deixá-la ir já é mais do que generoso.
O rosto de Mavis empalideceu, os lábios tremendo. Ela o encarou, mas nenhum som saiu. Virando-se rapidamente, saiu correndo da sala, cobrindo o rosto com as mãos enquanto chorava, profundamente ferida.
Charles, no entanto, permaneceu impassível. Pegou o celular e discou um número. “Me mande uma roupa feminina, tamanho...”
Enquanto isso, Jessica, agora fora do banho, percebeu que não tinha nada para vestir. Suas roupas estavam completamente encharcadas.
Vendo uma toalha deixada ali para Charles, ela a enrolou no corpo, fazendo uma anotação mental de pedir alguma roupa à secretária dele.
Quando saiu do banheiro, Charles entrou, e seus olhos imediatamente pousaram nela. Ela estava ali, vestida apenas com uma toalha.
Os cabelos molhados estavam presos num coque frouxo, mas algumas mechas grudavam em sua bochecha, dando-lhe um ar inesperadamente sensual.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....