A porta do quarto foi empurrada e, naquele instante, ela olhou para ver Hugh entrando.
Estar doente já a deixava de mau humor, e vê-lo só piorava ainda mais seu estado.
Como sua garganta doía, ela apenas o encarou em silêncio.
"Por favor, não me olhe assim. Só vim ver como você está, já vou embora." Ele parecia realmente preocupado com ela.
Ela continuou calada. Ele achou que ela nem queria mais conversar com ele.
Ficou parado ao pé da cama, sem se aproximar. Seu olhar repousava no rosto pálido dela. "Acho que não existe mais ressentimento entre nós. Você não precisa me tratar como inimigo o tempo todo."
Jessica franziu a testa. Mesmo que não houvesse mais ressentimento, também não havia motivo para interagirem.
Hugh suspirou. "Tudo bem, não importa se você não quer falar comigo. Descanse bem. Logo vou embora. Provavelmente só nos veremos de novo quando você voltar para a Residência Hensley."
Ela não esperava que ele fosse sair tão rápido. Pelo menos ele sabia a hora de recuar.
Hugh esperou um pouco, mas ela continuou sem dar sinal de que falaria. Então, teve que sair.
Mas ainda estava um pouco relutante. "Jessica, lembra do que te falei. Meu amigo é psiquiatra. Se precisar de ajuda, pode me procurar a qualquer momento."
Jessica finalmente falou, mas foi num tom baixo e irritado. "Sai daqui!" Então era assim que ele a via, como se ela tivesse algum problema mental esse tempo todo!
"Não fique brava. Na verdade, não é nada demais. Só fiquei preocupado que você pudesse ficar deprimida, aí seria complicado."
Ela pegou um travesseiro e atirou nele. "Sai agora!" Vendo que ela estava realmente irritada, Hugh se calou. "Já estou indo, já estou indo." Ele acreditava que, mais cedo ou mais tarde, ela precisaria dele!
...
Depois de tomar uma injeção para baixar a febre e os remédios, ela dormiu mais um dia. A doença de Jessica finalmente melhorou bastante.
Charles terminou de resolver alguns assuntos e foi vê-la, só para encontrá-la com cara de poucos amigos.
"Você acordou. Por que não chamou ninguém? Quem te deixou assim brava?" Ele se sentou ao lado da cama.
Ela estava irritada por causa do que Hugh tinha dito. Ela o expulsou, mas a raiva ainda não tinha passado.
Se Hugh não tivesse saído rápido, Charles com certeza teria visto ele ali.
"Eu..." Assim que tentou falar, começou a tossir. Só então lembrou que sua garganta estava seca e dolorida.
Charles serviu água para ela. "Bebe um pouco de água primeiro, depois fala."
Gole após gole, ela tomou um copo grande de água, e finalmente sentiu a garganta um pouco melhor.
Vendo o jeito que ela bebia, Charles achou graça. "Devagar, ninguém vai tirar a água de você."
Ela terminou de beber e lhe entregou o copo. Só depois de recuperar o fôlego conseguiu falar normalmente. "Minha garganta parecia estar pegando fogo."
"Quem te deixou tão brava assim? Foi o Arthur de novo?" Fora o filho deles, ele não conseguia imaginar quem mais teria coragem de irritá-la.
Jessica balançou a cabeça. "Não, o Arthur está um anjo. Como ele iria me irritar numa hora dessas?"
"O quê? Está pensando em desistir?"
"Não é isso. Quando você está pensando em fazer o casamento?"
"Olhei no calendário. Tem uma data ótima no mês que vem, clima perfeito para casamento. Fazemos a cerimônia aqui mesmo, convidamos só parentes e amigos próximos. Nada muito grandioso ou complicado."
Ele queria fazer um casamento na praia?
Ela não se opunha muito a isso, mas...
"Não é cedo demais, mês que vem?"
"Esperei por esse casamento por dois anos, e agora você acha cedo demais?" Ele ergueu o queixo dela, os olhos profundos e intensos fixos nos dela.
Dito desse jeito, ela não tinha mais o que argumentar.
"Tá bom, vou fazer do seu jeito."
Vendo que ela parecia um pouco cabisbaixa, ele se aproximou mais. Segurou o rosto dela com as mãos. Sua voz saiu especialmente baixa. "Não quero te pressionar, mas também não pode me fazer esperar demais."
Olhando para aquele rosto absurdamente bonito tão perto do seu, ela sorriu de canto. "Tá bom, não vou fugir de novo."
"Se você ousar fugir, não vou te deixar escapar." Aquilo soou até um pouco ameaçador.
Assim que terminou de falar, ele abaixou a cabeça e tomou seus lábios num beijo, reivindicando-a de um jeito todo possessivo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....