Seus olhares se encontraram à distância. Jessica não desviou o rosto, mantendo a expressão calma como sempre, enquanto os lábios de Hugh se curvaram em um leve e consciente sorriso de canto.
Ela pensou, irritada: Claro. Eles sempre sabem aparecer no pior momento possível.
Mesmo assim, a presença deles não era suficiente para atrapalhar os planos de Arthur... Ele estava determinado a pescar, custe o que custasse.
Eren, o gerente da ilha, sugeriu que seria melhor esperar até mais tarde, quando a maré estivesse mais alta. É nesse momento que os peixes maiores apareciam, e alguns só surgiam à noite.
Charles providenciou que um iate circulasse próximo à ilha nesse meio tempo, com almoço preparado a bordo.
Quando partiram, ele entregou a Arthur uma pequena vara de pescar e o orientou: “Se sentir um puxão, puxe imediatamente”, disse ele.
Depois, Charles se recostou em uma cadeira próxima, folheando a pilha de arquivos que Samantha havia trazido da cidade.
Tentando agradar, ela se aproximou de Arthur. “Quer que eu pesque com você?”, ofereceu, docemente.
Ele nem levantou o olhar. “Não. Você só vai atrapalhar. Vai pescar em outro lugar.”
O sorriso dela esmoreceu, e ela lançou-lhe um olhar afiado quando ele não estava olhando. Que criança irritante... Mesmo assim, disse em voz alta, forçando alegria: “Tudo bem, só tenha cuidado, tá? Se pegar algo grande, me chama que eu te ajudo.”
“Você fala demais”, respondeu Arthur, seco. “Se eu não pegar nenhum peixe, será culpa sua por assustá-los.”
Samantha respirou fundo, tentando conter a irritação que crescia dentro dela. “Tudo bem”, disse, com firmeza. “Vou embora.”
Ela se afastou, avistou Charles por perto, e seu humor mudou instantaneamente. Endireitou as costas e suavizou a voz. “Quer que eu traga suco? Ou algo para beber?”
“Não”, respondeu ele, sem sequer olhar para cima. “Sabe que não gosto de ser interrompido enquanto trabalho.”
Claro que ela sabia, mas ainda assim doeu. Engolindo a decepção, colocou outro sorriso falso no rosto. “V-Vou ver se a Jess precisa de ajuda, então.”
Virou-se rapidamente e foi embora. Assim como seu filho, ambos só querem que eu saia do caminho.
De volta à mansão, os funcionários já haviam trazido muitos frutos do mar naquela manhã. Arthur não estava com fome; ele só queria a experiência de pescar por si mesmo.
Jessica estava na cozinha ajudando a preparar o almoço. Seu filho havia pedido peixe grelhado, então ela limpava e temperava cuidadosamente a pescaria fresca antes de colocar na grelha.
“Você deveria passar mais uma camada de óleo. Evita que queime.”
A voz surgiu de repente atrás dela, fazendo Jessica pular levemente. Não precisava se virar para saber quem era.
Sem dizer uma palavra, ela se concentrou em virar os peixes, fingindo que ele não estava ali.
Hugh não parecia se importar com a frieza dela. Simplesmente puxou uma cadeira, sentou-se ao lado dela e acomodou-se.
Jessica fechou os punhos. “Então agora está dizendo que sou louca?”
“Por que distorcer minhas palavras?”, Hugh rebateu, suavemente. “Estou dizendo isso porque me importo. Você já está tomando remédio, não está? Não deveria se concentrar em melhorar em vez de planejar um casamento?”
A respiração de Jessica disparou. Ele sabia até sobre a medicação?
Quão fundo ele havia se metido na sua vida?
A raiva dela explodiu. “Estou avisando, pare de se meter na minha vida!”
Mas Hugh se manteve firme.
“Não sou seu inimigo. Só quero ajudar. Conheço um médico especialista nessas coisas. Se você o consultar agora, pode evitar um problema maior depois.”
“Cuide de si mesmo! Saia daqui e pare de agir como se tivesse direito de vasculhar meus assuntos!”
“Tudo bem, fique calma. Mesmo assim, vou entrar em contato com meu amigo. Se algum dia quiser um conselho, estarei pronto para ajudá-la.”
“Eu disse para sair”, Jessica repetiu, a voz trêmula de raiva.
Hugh finalmente se endireitou, colocando uma mão no bolso enquanto olhava para ela. “Jess”, disse ele, baixinho: “Um dia vai descobrir quem realmente se importa com você.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....