Jessica chegou à propriedade Nielsen bem a tempo da tarde. Oscar estava descansando, então ela não quis incomodá-lo.
Na verdade, não estava ansiosa para ver o velho.
Agora que era oficialmente a Sra. Nielsen, podia entrar e sair à vontade, ninguém poderia impedi-la.
Ela atravessou o pátio direto, indo para Willow Court, onde seus pais moravam.
No caminho de pedras, algo branco de repente saltou dos arbustos próximos. Um latido agudo a assustou.
O pequeno animal avançou, fazendo-a recuar alguns passos, quase perdendo o equilíbrio.
“Au! Au! Au!”
Assim que se recompôs, percebeu a origem: um Pomerânia branco e fofinho abanando o rabo e latindo animadamente.
“De onde você veio? Quem é o dono?”, ela perguntou.
O cachorro latiu de novo, abanando o rabo com energia, como se realmente gostasse dela.
Jessica se agachou, mas não se aproximou demais. O cachorro parecia fofo e inofensivo, mas ela não fazia ideia de quem era o dono.
Dado o temperamento teimoso e possessivo de Oscar, ela deduziu que não poderia ser dele um cão tão adorável.
“Pequeno, seu dono te deixou? Quer que eu ajude a encontrá-lo?”
“Au! Au!”
“Ou está com fome? Quer um pouco de comida?”
O cachorro pareceu entender, ao mencionar comida, latiu ainda mais alto.
“Parece que está com fome. Espere aqui, eu vou... Ei!”
Quando estava prestes a dizer que buscaria algo para comer, o cachorro pulou de repente, mordeu a pasta que ela segurava e saiu correndo!
“Seu cachorro burro, isso não é comida! Me devolve meus papéis!”
A pasta continha suas fórmulas. Ela planejava revisar alguns materiais de estudo depois de pegá-los.
Jessica correu atrás do cachorro, gritando enquanto corria: “Volta! Não mastigue meus arquivos!”
O cachorro a levou mais fundo pelo pátio. Ela nem reparava onde pisava, apenas continuava a perseguição. “Para! Me ouviu?”
De repente, o cachorro atravessou uma espessa parede de trepadeiras e flores, desaparecendo da vista.
“Ei! Aparece, seu cachorro burro!” Jessica encarou a barreira de folhas, sem saber o que havia além. A propriedade Nielsen era enorme, e ela nunca tinha estado ali antes.
Preocupada com suas fórmulas, empurrou as trepadeiras, abrindo caminho pela parede de flores para continuar a perseguição.
“Cadê você? Aparece!”
O cachorro até respondeu! Que criaturinha ousada. É só esperar até eu te pegar.
Jessica continuou. De repente, uma pequena mansão surgiu à sua frente. Ela franziu a testa, confusa. Quem mora aqui?
Por que sinto que entrei em território proibido?
Talvez seja só uma velha casa Nielsen esquecida. Nada a temer. Minha prioridade é encontrar aquele cachorro estúpido e recuperar meus papéis.
O lugar era realmente assustador. Ela não conseguia se obrigar a avançar.
“Tá bom, cachorro bobo, se gosta tanto de mastigar pastas, pode ficar com ela!” Cansada da perseguição, desistiu. Graças a Deus, ainda lembro das fórmulas.
Ela se virou para sair quando uma voz soou de dentro da mansão: “Quem está aí?”
Era uma voz feminina, rouca, como se não falasse há eras, fria e distante, apertando algo no peito de Jessica.
Alguém mora aqui?
O pensamento mal passou pela mente dela quando passos suaves soaram atrás. Pareciam altos no silêncio absoluto.
“Quem é você?” A mulher apareceu, os olhos fixos em Jessica.
Ela se virou lentamente. No momento em que a viu, suas pupilas se contraíram e engoliu em seco.
Essa mulher...
Vestia tudo branco, com longos cabelos caindo sobre os ombros, iluminada pela penumbra da porta. A visão era fantasmagórica, verdadeiramente aterrorizante.
Mesmo em plena luz do dia, Jessica estremeceu sem querer.
Ao olhar mais de perto, o rosto da mulher era assustadoramente magro, bochechas fundas, ossos salientes, fazendo seus olhos parecerem afundados e sem vida. A pele pálida dava a impressão de que não via a luz do sol há anos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....