A multidão estava ficando apertada, então Charles se posicionou à frente de Jessica, impedindo que as pessoas chegassem muito perto por trás deles.
Quando chegou a vez deles no caixa, Jessica começou a passar as compras, mas percebeu que Charles estava olhando fixamente para uma prateleira próxima.
Sem prestar muita atenção, ela perguntou: “Está pensando em comprar algo?”
O caixa deu um sorriso maroto. “Senhor, acabaram de chegar hoje. Quer levar algumas caixas para experimentar?”
Só então Jessica percebeu o que havia na prateleira... Camisinhas.
Sem hesitar, disse: “Não, obrigada. Não precisamos disso.”
O caixa sorriu, sabendo o que estava insinuando. “Ah, então vocês estão pensando em planejar a família? Nesse caso, provavelmente não vão precisar mesmo.”
Jessica congelou. Planejamento familiar? De onde ele tirou essa ideia?
Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Charles pegou duas caixas e as jogou na esteira. “Coloque isso na conta.”
Jessica ficou paralisada, olhando para as caixas. “P-Por que está comprando tantas?”
“Para usarmos, é claro.” Ele riu, claramente se divertindo com a reação dela.
“O quê...” Suas bochechas imediatamente arderam. Como ele podia falar sobre isso tão casualmente, na frente de todo mundo?
“Quer ou não quer?” O caixa parecia confuso com a troca de farpas entre eles.
As pessoas esperando atrás começaram a impacientar-se. “Por que está demorando tanto para vocês pegarem algumas camisinhas?”
O comentário fez todos na fila se virarem para eles. Jessica desejou poder desaparecer.
“S-Sim, só registra logo!” Ela mal podia esperar para sair dali.
Do lado de fora do supermercado, o rosto de Jessica ainda estava vermelho enquanto ela apressava-se carregando as sacolas. Charles a seguia em um passo mais lento.
“Pode se apressar?”, ela chamou, virando-se para olhar para ele perto do carro.
Ele viu suas bochechas vermelhas e sorriu, com um leve divertimento. “Por que ainda está corando?”
Jessica tocou a face sem pensar. “Não estou!”
Vendo o sorriso provocador dele e lembrando-se do que acabou de acontecer, ela retrucou: “Da próxima vez que quiser comprar isso, faça sozinho.”
“O que quer dizer com isso?”
“Sabe... Isso...”, disse, forçando-se a ser clara.
“Eu ia pegar de qualquer jeito. Já que estou aqui hoje, peguei algumas. Você também vai precisar.”
“Eu? Quem disse que eu preciso?”
Por que estou tendo essa conversa com ele em plena rua movimentada? Devo ter perdido a cabeça!
Ao ouvir seu nome, ela olhou para cima, momentaneamente surpresa.
Charles se aproximou nesse momento, e Samantha sorriu ao cumprimentá-lo: “Marianna me pediu para trazer o Arthur e disse que eu deveria ajudá-lo com algumas coisas, já que sou sua assistente pessoal, e ainda há muito a resolver.”
Jessica olhou para Samantha, cujo sorriso inocente e tom suave não escondiam a sutileza por trás.
Charles franziu a testa, claramente surpreso com a presença dela.
Ele tinha dito para ela não vir a menos que fosse necessário quando a enviou de volta para a Mansão Hensley.
Anunciei meu noivado com a Jessica, e Marianna nem ligou. Agora mandou Samantha?
“Aliás, trouxe as roupas feitas sob medida desta temporada. Na última vez você parecia ocupado, então não trouxe muito. Desta vez trouxe bastante”, disse Samantha, empurrando uma grande mala para dentro.
“Jessica, pode pendurá-las no armário ou devo fazer isso agora?”, Samantha perguntou.
Jessica olhou para Charles. Ele realmente leva uma vida refinada, com uma assistente pessoal cuidando de tudo.
Antes que ela pudesse responder, Charles puxou a mala para si. “Não precisa mais se preocupar com isso.” Ele definitivamente percebeu o olhar de Jessica, como se estivesse pronta para despachar Samantha dali.
Samantha hesitou, depois agiu como se entendesse. “Ah... entendi. Agora que a Jessica está cuidando de você, faz sentido que ela organize suas roupas.”
Jessica quis dizer que não era assistente dele e não tinha obrigação de cuidar do guarda-roupa, mas se falasse agora, poderia abrir caminho para outra mulher tomar seu lugar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....