“Entendo. Então você realmente deve parece muito com a mãe daquele garoto.”
“Talvez... sim.” Jessica esboçou um sorriso cansado.
“Não acredito que uma criança estragou seu evento de lançamento”, continuou Steven, dando um tapinha no ombro dela. “Parece que você vai ter que trabalhar o dobro agora.”
“Nem me fale.” Ela deu de ombros, fingindo indiferença.
Ao ver que o ânimo dela se levantava um pouco, Steven sorriu. “Você devia voltar ao trabalho. Se precisar de algo, é só me chamar.” Então virou-se para sair.
“Sr. Walsh”, Jessica o chamou de repente.
“Sim?” Steven se voltou, sorrindo.
“Uhm... obrigada por me ajudar. Se você tiver outras coisas pra resolver, não precisa se preocupar comigo.” Ela não queria continuar incomodando ainda mais agora, com Charles de volta. Tinha receio de não estar sendo uma boa anfitriã.
Steven franziu a testa. “Somos estranhos agora, é isso? Você é minha única aluna. Só fico satisfeito quando vejo você vencer.”
Ele fez um gesto para que ela fosse. “Anda, volte ao trabalho.”
Ele tinha dado apenas alguns passos quando se virou de novo e a olhou seriamente. “Você já se formou. Não precisa mais ser tão formal comigo. Nada de 'Sr. Walsh', certo?”
Os lábios de Jessica se moveram num quase sorriso. “E como devo te chamar, então?”
Ele fingiu pensar. “Hmm... pode me chamar de Walsh ou Steve.”
“Por que não Stevie?”, ela provocou.
“Você acha esse nome bom? Não combina comigo.”
“Entendido, Stevie.” Jessica lhe lançou um sorriso brincalhão.
Os olhos de Steven ganharam uma suavidade que raramente mostravam. “Finalmente está sorrindo.”
Foi então que Jessica percebeu que ele estava tentando animá-la de propósito.
Ela continuou sorrindo enquanto o observava se afastar. Não conseguia deixar de se perguntar se aquele era o mesmo perfumista genial, arrogante e narcisista, que antes vivia em seu próprio mundo.
...
Enquanto isso, Charles tinha levado Arthur de volta ao hotel onde estavam hospedados. Os dois pareciam sombrios, e sem disposição para nada.
Assim que entraram na suíte, alguém saiu para recebê-los. “Vocês voltaram...”
A voz de Samantha morreu quando viu as expressões deles. “O que aconteceu?”, ela perguntou.
Charles franziu o cenho. “O que você está fazendo aqui?”
Samantha sempre soube que não era exatamente bem-vinda perto dele. Mesmo assim, era esperta o bastante para nunca demonstrar desagrado.
“Ela te machucou e você ainda quer procurá-la?”, Charles questionou.
Arthur suspirou e respondeu: “Ela continua sendo minha mamãe, não importa o quê.”
“Você não vai vê-la de novo até que recupere a memória.” O tom de Charles se endureceu ao lembrar de como Jessica havia empurrado Arthur friamente.
“Não! Não quero isso! Se ela nunca lembrar, quer dizer que eu vou ser um menino sem mãe?”
Arthur era mesmo azarado. Antes, os outros meninos o provocavam porque ele não tinha pai. E agora, caçoavam porque não tinha mãe.
Os olhos de Charles se escureceram. “Não vai demorar tanto. Vou encontrar um médico pra tratá-la.”
Isso, se ela realmente tivesse amnésia.
Ele começava a acreditar que Jim estava mantendo-a longe de qualquer ajuda de propósito. Se ela não recuperasse a memória, jamais lembraria que era Jessica.
“Papai, por favor! Você tem que achar alguém que ajude a mamãe!” Arthur agarrou firme a mão dele.
...
Enquanto isso, Jessica tinha voltado temporariamente para a Mansão Nielsen, temendo que Charles fosse procurá-la outra vez.
Embora não estivesse animada por ficar com o avô excêntrico, algo naquela noite despertou nela a vontade de saber mais sobre seus pais biológicos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....