Jessica franziu a testa e não disse nada. Ela tinha apenas três anos quando desapareceu. Não conseguia se lembrar de nada.
Havia algo inquietante no olhar de Giselle, mas ela sorriu levemente e continuou: “Naquela época, eu ainda era secretária do seu pai. Certa vez, ouvi uma discussão entre ele e sua mãe. Ela disse que foi quem a tirou da Mansão Nielsen e que a abandonou. Ela não gostava de você e não queria vê-la por perto.”
Jessica sentiu uma fisgada aguda no peito.
Minha mãe não gostava de mim e me abandonou de propósito? Não. Que tipo de mãe poderia odiar o próprio filho?
“Você está mentindo”, disse Jessica friamente.
Giselle lançou-lhe um olhar de falsa piedade e suspirou. “Imaginei que você não acreditaria em mim. Também fiquei chocada. Mas depois descobri que ela já começava a apresentar sinais de doença mental. Ela estava perdendo o contato com a realidade, fazendo coisas que nem ela mesma entendia.”
Os pensamentos de Jessica ficaram em desordem. Ela não sabia se devia acreditar naquilo.
Nesse instante, Jim entrou, terminando uma ligação. “Sobre o que vocês estão conversando?”
Os olhos de Giselle se moveram rapidamente enquanto ela sorria. “Ah, nada. Só estava ajudando a arrumar o quarto”, respondeu com leveza antes de subir as escadas com as empregadas.
Jessica fixou o olhar em Jim e perguntou baixinho: “Você sabe como eu desapareci naquela época?”
Jim pareceu um pouco surpreso com a pergunta. Depois de uma pausa, balançou a cabeça. “Não exatamente.”
“Sério?” Ela o examinou, tentando captar qualquer sinal de hesitação ou mentira.
No entanto, o olhar de Jim era calmo. Ele não estava tentando esconder nada. “A Giselle disse alguma coisa para você?”, ele perguntou curioso.
Jessica desviou o olhar. “Nada importante.”
Ela não acreditava muito no que aquela mulher havia dito, por isso esperava que seu irmão pudesse preencher as lacunas.
Jim ficou em silêncio por um momento, relembrando os acontecimentos daquele ano. “Naquele dia... Quando cheguei em casa, depois que o motorista me buscou na escola, ouvi a mamãe e o papai discutindo. Foi então que descobri que você tinha desaparecido. Saí correndo para tentar encontrá-la. Mas o mundo é tão grande, e eu era só uma criança. Não fazia ideia de onde começar a procurar.”
Jessica levantou o rosto e encontrou o olhar dele. Algo se agitou dentro dela e, sem pensar, ela se aproximou, o abraçou e escondeu o rosto no peito dele. Em voz baixa, chamou: “Jim...”
Naquele momento, parecia que eram apenas os dois contra o mundo.
...
Com a ajuda e orientação de Steven, Jessica finalmente criou seu primeiro perfume original.
Charles ergueu uma sobrancelha diante da postura reservada do filho, mas não discutiu. Todos diziam que o pequeno começava a se parecer com ele.
Selena também estava sentada entre os convidados. Ela tinha ido apoiar Jessica em seu grande dia.
Ela não tinha tido uma oportunidade adequada para conversar com ela na Mansão Nielsen e tinha muitas perguntas.
Após o discurso de Jessica, sua equipe começou a circular oferecendo amostras do perfume ao público.
Ninguém sabia como ela havia elaborado aquilo, mas, no instante em que o frasco foi aberto, o aroma se espalhou por todo o salão do evento. Era rico, nostálgico e dolorosamente belo. Bastava uma única inspiração para trazer à memória a pessoa de quem mais se sentia falta.
A plateia se agitou com elogios e admiração. Mas, antes que Jessica pudesse responder aos aplausos, um garotinho correu de repente para o palco. Ele avançou até ela, adoravelmente decidido. Olhando para ela com firmeza, exclamou: “Mamãe, você não quer mais o papai nem a mim? Como pôde ser tão cruel?”
A aparição repentina de Arthur deixou Jessica completamente atônita. Ela ficou paralisada, encarando o menino que havia crescido tanto.
Suspiros ecoaram entre o público, que olhava para a cena, chocado. “O que está acontecendo? A Senhora Nielsen tem um filho?”
“E ele nem é tão pequeno!”
Jessica manteve os olhos fixos em Arthur, que havia surgido do nada. Seu rostinho estava corado de raiva, mas seus olhos estavam cheios de dor e confusão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....