“O que você quer dizer?”, Jim perguntou, com sua voz afiada.
Ela o encarou com um sorriso deslumbrante enquanto o vento balançava seus cabelos. “Jim, não preciso da sua caridade. Já que você escolheu me abandonar, então, por favor, desapareça da minha vida de uma vez por todas.” Assim que terminou, pedaços do cheque rasgado caíram diante dele como flocos de neve.
Sem dizer mais nada, ela se virou e foi embora.
Sob o suave brilho do poste, o homem ficou ereto e elegante, observando sua silhueta que se afastava. Seus olhos foram escurecendo, e a mão que pendia ao lado do corpo se fechou lentamente em punho.
Elise voltou para o pequeno lugar que dividia com a filha e ficou surpresa ao encontrar a garotinha ainda acordada, esperando por ela.
“Mamãe, o que aconteceu com o seu rosto? Está todo inchado. Alguém te bateu?” A menina acariciou delicadamente a bochecha da mãe, com seus olhinhos cheios de preocupação.
Olhando para sua filha doce e atenciosa, os olhos de Elise arderam. Tudo o que havia acontecido naquela noite voltou como uma onda, e ela puxou a menina para os braços. “Eu trabalhei como dublê hoje e acabei levando um tapa durante uma cena. Estou bem.”
“Sério? Você estava atuando?”
“Aham, estava.”
“Mamãe, isso quer dizer que você vai virar uma grande estrela de cinema?”, perguntou ela, piscando os olhos curiosos e sorrindo radiante.
“Eu vou...”, disse Elise, abraçando a filha com força novamente, enquanto o rosto de Jim lhe vinha à mente.
...
Charles não tinha voltado para a Mansão Hensley nos últimos dias porque estava determinado a encontrar Jessica.
“Papai, você foi procurar a mamãe de novo?” Arthur ligou para ele depois de pedir a Bryan que descobrisse onde ele estava.
Nos últimos dois anos, sempre que Charles ouvia alguma notícia sobre Jessica, corria pessoalmente atrás mas, todas as vezes, voltava desapontado.
Com o tempo, Arthur parou de criar expectativas. Achou que desta vez seria igual.
“Sim. Quer vê-la?”, Charles perguntou. Ele ainda lutava para saber como lidar com o fato de Jessica fingir que não o conhecia.
Se Arthur não tivesse ligado, talvez ele tivesse esquecido ela podia ignorá-lo, mas certamente não conseguiria ignorar o próprio filho.
“Não”, Arthur respondeu. Agora, com sete anos, ele não era mais o garotinho de dois anos atrás. O garotinho estava ficando cada vez mais parecido com o pai tanto no jeito reservado quanto na aparência.
Charles sabia que ele só estava magoado. Jessica os deixou para trás sem dizer nada, e isso doía.
Ainda assim, comparado ao que ela enfrentou naquele acidente, tudo poderia ser perdoado, contanto que estivesse viva e de volta à vida deles.
“Escuta, campeão”, disse Charles. “Não estou mentindo. Eu a encontrei. Quer vir vê-la?”
Arthur ficou em silêncio do outro lado, mas seu coração batia acelerado. Depois de uma longa pausa, perguntou, hesitante: “Você está mesmo dizendo a verdade? É mesmo a mamãe?”
“Sim. Se você quiser vê-la, vou pedir para alguém te trazer.”
Estranho. Será que ele desistiu?
Jim percebeu seu humor e arrancou o tubo de ensaio da mão dela. “Você ouviu o que eu disse?”
Jessica finalmente ergueu os olhos e estendeu a mão. “Devolve. Não me atrapalhe. Estou trabalhando.”
“O vovô disse que faz tempo que você não vai à Mansão Nielsen. Não conheceu a Giselle nem a Rebecca ainda. Vai lá cumprimentá-las. Caso contrário, vai ser constrangedor se você topar com elas na rua e nem souber quem são.”
“Quem?”
“Nossas madrastas.”
Agora ela entendeu. Eram as mães de Kent e Jack. Claro, só os Nielsen podiam ter uma família tão complicada.
“Não quero conhecê-las.” Nenhum dos Nielsen era decente ou equilibrado. Não importava se ela nunca as visse.
“Explique isso você mesma para o vovô.”
Jessica tomou o tubo de ensaio de volta e lançou um olhar irritado para ele. “E você? Vai mesmo voltar? Por que você sempre faz o que ele manda? Ele também não te trata tão bem assim, não é?”
Os olhos de Jim escureceram. “Ele ainda é meu avô, não importa o que aconteça. Além de você, ele é a única família que me resta.”
O jovem rapaz não podia negar. O avô sempre foi muito rígido com ele, nunca demonstrando muito afeto. Ainda assim, era uma sorte, para alguém como ele, ter um parente em quem pudesse se apoiar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....