“Ele está logo na porta. Quer vê-lo? Posso levá-lo para a recepção”, ofereceu Shirley, já se virando para sair.
“Espera”, Jessica chamou, parando-a na hora.
Shirley se virou para encará-la. Depois de alguns segundos de silêncio, Jessica finalmente disse: “Eu vou.”
As mãos dela tremiam levemente enquanto tirava o jaleco. Achava que, depois de todo esse tempo, conseguiria encará-lo com calma.
Mas, na verdade, não conseguia encará-lo de jeito nenhum.
Ela não viu Charles de perto, só o observou de longe.
Ele estava parado na porta do laboratório vestido com um terno escuro e calça preta alinhada, alto e imponente, corpo magro e traços marcantes, irradiando uma aura de elegância fria e distanciada.
Uma mão enfiada casualmente no bolso, esperava em silêncio. Mesmo à distância, sua presença era inconfundível.
Num só olhar, deu para ver que ele tinha perdido peso. Ela quis tanto se aproximar e passar a mão na testa franzida dele mas no fim, não teve coragem.
Virou-se e encostou na parede, os olhos ardiam de lágrimas e o peito apertava até doer. Queria amá-lo mas não se permitia. A dor no coração era insuportável.
Nos últimos dois anos, ela havia mergulhado na pesquisa, tentando afogar os pensamentos sobre ele e o filho, convencendo-se de que tinha se adaptado a viver sem eles.
Mas vê-lo novamente destruiu essa ilusão. Ela sentia falta dele mais do que podia admitir.
Com a mão tampando a boca, as lágrimas começaram a escorrer sem controle.
“Jessie, você está bem?”, Shirley perguntou nervosa. Pouco antes, ela parecia perfeitamente bem por que está chorando agora?
Com medo de que Charles a visse assim, Jessica se inclinou e sussurrou: “Shirley, escuta se ele perguntar por mim, diga que não estou aqui.” Sem esperar resposta, voltou apressada para o laboratório.
Shirley ficou confusa, mas seguiu as ordens.
Charles esperou pacientemente por um bom tempo até que Shirley saiu e disse:
“Desculpe, cometi um engano antes. Jessie não está, ela já foi embora.”
“Onde ela foi? Quando volta?”, Charles perguntou.
Algo nele fazia Shirley sentir que ele nasceu para comandar. A presença dele era esmagadora, e sob o peso do olhar afiado e penetrante, ela quase esqueceu como falar.
“Jessie... tinha algo para resolver. Não sabemos quando vai voltar. O senhor deveria voltar outro dia”, Shirley disparou, recuando rápido para dentro.
“Sr. Hensley, ela está mentindo, com certeza”, Flint murmurou.
Mas antes que pudesse dizer mais, sentiu o gelo do olhar do chefe era mesmo algo que precisava ser dito?
Ficava claro que Jessica não queria vê-lo.
Flint estremeceu sob a pressão, pigarreou e perguntou:
“Sr. Hensley, devo forçar a entrada e trazê-la?”
Olha só o que ela fez com o chefe, transformando um homem como Charles naquele estado!
Os olhos de Charles se estreitaram, e a voz dele ficou fria:
“Então, o que está esperando? Vai achar.”
“Sim, chefe.” Flint ligou o carro e contornou até os fundos do laboratório.
“Sr. Hensley, olha! Não é a Sra. Scott?” Antes de chegar na entrada dos fundos, Flint avistou uma figura familiar caminhando para um carro estacionado.
Charles levantou os olhos imediatamente. Pelo para-brisa, finalmente viu aquela silhueta inconfundível.
Depois de tantos dias não, de dois longos anos ele a via de novo.
Jessica não percebeu o carro se aproximar. Seu único pensamento era buscar o mentor, então entrou no carro e partiu.
“Siga ela”, Charles ordenou.
Flint fixou-se no carro feito um falcão. Depois de todo esse tempo, finalmente tinham uma pista não havia chance de deixá-la escapar.
Charles largou o notebook. Não fazia sentido fingir se concentrar no trabalho.
Mesmo que fosse só um vislumbre — e só de lado — ele já sabia que ela não era aquela mulher das reportagens.
As notícias a chamavam de Jessie, mas a mulher que ele havia acabado de ver só podia ser Jessica. A que nunca saiu do coração dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....