Durante cinco anos, Jessica guardou aquele velho jornal com todo cuidado. De vez em quando, tirava-o para olhar, sempre focando na mesma imagem as costas do homem, seu perfil. Ela decorara cada detalhe.
Então, quando o viu no hospital, não teve dúvidas do que fazer. Se ele estava ali, a resposta era simples ela iria direto à fonte.
Sem hesitar, Jessica pegou o jornal e foi para o hospital.
Encontrou o Dr. Chortleheim, o mesmo médico que tratara seu pai. Mostrou-lhe a foto, as mãos levemente trêmulas. “Você reconhece este homem?”
Dr. Chortleheim observou a imagem com atenção, franzindo a testa. “Acho que conheço esse rosto. Deixe-me pensar...” A foto não era clara para uma identificação completa, mas ele não demorou.
“Pode ficar à vontade, não se apresse”, Jessica disse, forçando a voz a manter a calma. Por dentro, estava longe disso.
Então, seu rosto se iluminou. “Ah, sim! Ele parece o Dr. Declan Hanson, do setor de cirurgia.”
O coração de Jessica disparou. “Declan? Tem certeza?”
“Sim, tenho. Vá perguntar no setor de cirurgia.”
“Obrigada, Dr. Chortleheim”, respondeu rapidamente, com os olhos agora ardendo de determinação.
O médico hesitou e acrescentou: “Ainda me incomoda... não ter conseguido salvar seu pai. Me sinto culpado por isso.”
Jessica percebeu a falha na voz dele. “Dr. Chortleheim, há algo mais sobre a morte do meu pai?”
Por um momento, o rosto dele mudou. “Foi algo fora do nosso controle. Não pense muito nisso. Vá atrás do homem”, disse seco. “Tenho pacientes para atender.”
E com isso, saiu apressado, deixando Jessica pensando em suas palavras.
Sua mente corria. Agora tinha certeza: a morte do pai não foi tão simples quanto disseram.
Mas Declan tinha que ser o primeiro.
Seguiu direto para o setor de cirurgia, só para saber que Declan havia pedido demissão dois dias antes.
Não podia ser coincidência. Ele havia saído exatamente quando ela queria encontrá-lo. Ele estava ligado à Rhea, ela podia sentir isso.
A frustração crescia nela. Deveria ter agido antes.
Ao se virar para sair, algo chamou sua atenção. Na parede, um diretório de cirurgiões, com fotos pequenas de cada um.
E lá estava, Declan. Seus olhos se fixaram na imagem, e seu coração batendo forte.
Tinha que ser obra da Rhea, ela o obrigara a sair.
Os lábios de Jessica se curvaram num sorriso frio e calculista.
Rhea achava que podia apagá-lo e escondê-lo?
Enquanto ela mantivesse contato com Declan, eles cometeriam erros. Era só questão de tempo.
...
O fim de semana chegou, junto com uma mensagem de Charles. Ele pediu que ela ficasse em casa com Arthur; ele os buscaria para jantar na casa dos Hensley.
Jessica respirou fundo e soltou: “É... na verdade, você já o conhece. É o senhor Hensley.”
Arthur congelou. “Quer dizer que aquele senhor Hensley arrogante é meu verdadeiro pai? Mamãe, você está brincando?”
Jessica assentiu, séria como sempre. “Não estou brincando.” O coração dela acelerou ao observá-lo, sem saber o que ele diria a seguir.
Arthur a encarou, processando a notícia. “Não é à toa que dizem que a gente parece. Acho que ele é mesmo meu pai!”
“Então, você vai aceitar ele?”, Jessica perguntou cuidadosamente, sondando.
“Ele é meu pai. Claro que vou aceitar. Mamãe, acho que aquele senhor arrogante deve ser rico. Ele pode cuidar da gente.”
Jessica ergueu a sobrancelha. O que se passa na cabeça dele?
Antes que pudesse responder, o telefone tocou. Era Charles. Ele estava no andar de baixo, pronto para levá-los para o jantar.
Ela desligou o telefone, e Arthur, com energia contagiante, pegou sua mão. “Mamãe, vamos lá embaixo!”
Jessica permaneceu sentada, ainda processando. “Você está mesmo bem com isso? Vamos na casa dele para jantar, conhecer a família... Você não está nervoso?”
Arthur estufou o peito. “Por que eu ficaria nervoso? É só um jantar. Se você tiver medo, não se preocupe. Eu vou proteger você.”
Jessica riu, um pouco mais leve agora. A ousadia dele a fazia se sentir melhor.
Levantou-se e deixou que ele a puxasse escada abaixo. Quando chegaram lá embaixo, viu o elegante Maybach preto estacionado na porta, esperando por eles.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....