Jessica achava que o tal combinado de Oscar era só participar de uma homenagem familiar cumprir o protocolo e pronto.
Mas logo percebeu que não era tão simples assim. Oscar não queria só que ela fosse ao memorial, planejava também uma festa num hotel, convidando todos os parentes e amigos para anunciar publicamente sua identidade.
Na suíte do hotel, a equipe a ajudava a vestir um vestido de festa feito sob medida. A maquiadora já tinha terminado a maquiagem. Agora, só restava esperar a festa começar.
Jessica sentou imóvel, sem expressão, deixando que a arrumassem como uma boneca.
Quando Jim entrou, foi essa a cena que viu. Jessica parecia sem vida e silenciosa, como se estivesse completamente desconectada de tudo ao redor.
Ele sabia que ela não queria se apresentar ao mundo como Jessie Nielsen. Mas aquela era a decisão de Oscar, e nenhum dos dois tinha muito poder de escolha.
“Oi”, Jessica cumprimentou baixinho.
Jim acenou com a cabeça. Quando a equipe terminou, saiu silenciosamente do quarto.
Ele se aproximou por trás dela. “Se não quiser ir lá fora, eu te levo embora agora.”
Jessica congelou por um instante. Virou-se e olhou fixamente para ele, estudando seu rosto. Depois, perguntou casualmente:
“Sério? Você acha que pode me tirar daqui?”
“Se for pela minha irmã, eu tento”, disse Jim. Não seria a primeira vez que enfrentaria Oscar por ela.
Jessica podia ver a determinação nos olhos azuis dele. Se dissesse a palavra, ele a tiraria dali.
Depois de alguns segundos de silêncio, ela sorriu levemente e balançou a cabeça.
“Jim, não posso ficar sempre dependendo de você para lutar por mim. Não quero te complicar mais.”
Ela estava de volta, fugir já não significava mais nada.
Além disso, não havia nada do que se envergonhar. Ainda assim, não podia negar a ansiedade crescendo dentro dela. Com um evento tão importante, logo descobririam que ela tinha voltado.
“Senhora Nielsen, o senhor Jim e o senhor Oscar gostariam que a senhora saísse agora”, anunciou um funcionário.
Jessica respirou fundo. “Vamos”, disse, levantando a mão para ele.
Jim não pegou sua mão imediatamente. Encontrou seu olhar, voz baixa e firme.
“Tem certeza disso?”
Quando ela saísse e sua identidade fosse anunciada, não seria mais Jessica. A partir dali, seria oficialmente Jessie.
“Claro”, ela respondeu. Nesse ponto, não tinha mais volta.
Jim apertou sua mão com força.
“Tudo bem. A partir de agora, você tem um irmão nessa família que sempre vai estar do seu lado.” Com isso, ele a guiou para fora do quarto.
Jessica não entendia completamente. Sabia que os Nielsen eram um bando estranhos, mas o jeito como Jim a protegia quase fazia a família parecer perigosa.
O salão principal do hotel brilhava com as luzes e estava lotado de convidados. Todos tinham ouvido que os Nielsen tinham encontrado a filha que sumiu anos atrás. A curiosidade fervilhava no ambiente, todos queriam ver como ela era.
“Vovô.”
O rosto enrugado de Oscar parecia um pouco menos frio que o normal. Vendo-a assim vestida, ele aparentava satisfação razoável.
“Venha, fique ao meu lado”, disse, estendendo a mão.
Jessica hesitou. Jim inclinou-se e sussurrou:
“Está tudo bem. Vai.”
A presença dele deu um pouco de tranquilidade. Ela assentiu levemente e foi se posicionar ao lado de Oscar.
“Todos, esta é minha neta, Jessie. Ela acaba de voltar dos estudos no exterior, em Faramond. Já conquistou seu nome como perfumista. Em breve, lançará sua marca de fragrâncias sob o Grupo Peart. Espero que todos apoiem.”
Os olhos de Jessica se fixaram em Oscar, afiados e sabendo.
Ela nunca tinha dito nada sobre lançar uma marca de perfumes pelo Grupo Peart.
Mesmo se planejasse criar sua própria marca, jamais pretendia fazer isso sob o nome da empresa.
Oscar tinha feito aquele anúncio para benefício próprio, usando-a para abrir uma nova frente de negócios para o Grupo Peart.
Essa tal reunião não era por amor ou família era por lucro, como ela sempre desconfiou dele.
Não era de se admirar que Jim tivesse hesitado antes. A ideia de Oscar de receber a neta de volta não tinha nada de sentimental. Era só negócio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....