Houve um brilho nos olhos de Charles novamente.
Certo, eu vou atrás dela. Aquela mulher agora há pouco não era ela!
O som dos passos logo desapareceu, mas Jessica continuava dentro da lixeira.
Momentos depois, Jim se aproximou, levantou a tampa e olhou para a mulher agachada lá dentro. Ele suspirou fundo.
“Eles foram embora. Pode sair. Não está fedendo aí dentro?”
Mas o que viu foi o rosto de Jessica marcado pelas lágrimas.
Ela continuava mordendo o punho, recusando-se a fazer barulho. O rosto já estava todo molhado de choro.
Então ele realmente foi atrás dela...
Ela tinha percebido desde o começo que o aviso de desaparecida que ele colocou nunca fora retirado. O instinto dizia que ele não pararia até encontrá-la. A teimosia dele não permitiria desistir.
Jim não disse nada. Entendia sua agonia. Entendia a dor de amar alguém tanto e, ainda assim, não ter escolha a não ser deixar ir.
Ele já esteve naquele lugar também...
Estendeu a mão, ajudou-a a levantar e limpou suavemente as lágrimas do rosto.
“Sua boba. Se dói assim tanto, então volte para ele.”
Naquele instante, Jessica não conseguiu mais fingir amnésia. Jogou-se nos braços dele e chorou alto.
“Por que... por que eu tenho que ser dos Nielsen?”
Ela só queria ser a comum Jessica Scott, não Jessie Nielsen.
Depois de chorar tudo o que tinha, Jessica embarcou para Faramond com Jim.
Enquanto via a terra encolher pela janela, sentia uma calma estranha.
Por mais que não quisesse partir, sabia que tinha que ir.
“Jim, e se um dia a gente acabar ficando louco igual a mamãe?”, perguntou, de repente, baixinho.
O olhar de Jim escureceu. Ele segurou a mão dela.
“Não pense demais. Já perguntei para o médico. Só porque temos o gene não significa que vamos enlouquecer. Desde que você mantenha as emoções estáveis e evite choques, vai ficar tudo bem.”
Mas o fato de terem o gene ainda os tornava pessoas de risco.
E, o mais importante, não poderiam ter filhos.
“Você não precisava ter rompido o noivado. Poderia ter contado a verdade depois do casamento. Acho que ele não teria te obrigado a ter filhos.” Jim só falava para aliviar a dor dela.
“Mas eu nem aceito a mim mesma. Não sei se um dia não vou perder a cabeça.” O que ela mais temia era arrastá-lo para baixo e fazê-lo vê-la enlouquecer.
“Jim, você já falou com especialistas nessa área, né? Disseram se tem cura?”
Ele olhou nos olhos dela por um tempo e balançou a cabeça.
“Por enquanto, não.”
Jessica perguntou por impulso. Achava que estava preparada, mas a resposta dele a deixou com o coração apertado.
O silêncio voltou.
Então ela pensou em algo e perguntou:
“Então... como a mamãe enlouqueceu?”
“Você foi excepcional. Foi seu esforço que tornou isso possível.”
Havia admiração no olhar de Steven. Se ela não tivesse talento de verdade, ele jamais teria aceitado ser seu mentor.
Depois da cerimônia, Jim organizou um jantar comemorativo.
Para surpresa de Jessica, ele reservou seu restaurante favorito de curry.
Ela convidou Steven para acompanhá-los, e os três entraram juntos em uma sala privativa.
Quando todos os pratos chegaram, Jim pediu uma garrafa de vinho tinto.
“Jess, parabéns por concluir seus estudos.” Jim ergueu a taça em um brinde a ela.
“Obrigada.” Jessica brindou e tomou seu vinho.
Steven nunca havia provado Vindaloo de Porco antes. Experimentando pela primeira vez, achou intrigante.
“Esse prato é diferente. É azedo e doce ao mesmo tempo. Que mistura interessante.”
“Sr. Walsh, isso é Vindaloo de Porco.” Jessica serviu vinho para ele, sorrindo.
“Já te parabenizei agora há pouco.”
Jessica entendeu o que ele quis dizer — mais elogios e ela ia ficar convencida demais.
“Então vou brindar a mim mesma.” Ela estava mesmo de bom humor e terminou outra taça feliz.
Jim não a impediu. O vinho tinha pouco álcool. Mesmo se ela bebesse a garrafa inteira, ficaria bem.
O jantar foi uma festa completa para os três, especialmente para Jessica, que não parava de sorrir a noite toda.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....